terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MATERIA DO DIA - Heavy Metal: "cristãos podem aprender muito com o gênero"


Artigo de Martin Beckford, correspondente de Assuntos Religiosos do Telegraph.co.uk, em setembro de 2010, relatou:

A reverenda Rachel Mann alega que a forma amaldiçoada de música demonstra a "teologia liberadora das trevas", permitindo que seus fãs com tatuagens e piercings sejam mais "relaxados e divertidos" ao reconhecer o pior da natureza humana.

Ela diz que, em contraste, os carolas podem parecer sinceros demais e se levam a sério demais.

A pastora admite que muitos ficarão "preocupados" com as letras do metal louvando Satã e zombando da cristandade, mas insiste que é apenas uma forma de "representar um papel”.

Mann, pastora responsável pela igreja de St Nicholas, em Burnage, escreve no Church Times desta semana: “Desde que o Black Sabbath o criou em 1969 usando o som dissonante da 'escala do demônio' (tritono) medieval, o heavy metal é considerado burro, crasso e, às vezes, satânico, uma música dificilmente adequada para debate inteligente, quanto mais para a reflexão teológica.

“Mesmo assim, como uma pastora quanto como uma musicista e fã de metal, acredito que a Igreja, especialmente neste momento difícil, tenha uma lição séria de evangelho para aprender com esta música mais soturna e pesada.”

Mann diz que as músicas do heavy metal, caracterizadas por sons de guitarra distorcidos, batidas "intensas" e vocais "fortes", "não têm medo de lidar com morte, violência e destruição”.

Seus fãs “predominantemente homens e brancos geralmente gostam de tatuagens e piercings”, mas são "graciosos, receptivos e gentis”.

“A disposição da música em lidar com assuntos niilistas e, às vezes, extremamente desagradáveis, parece oferecer a seus fãs um espaço para aceitar os outros de uma forma que envergonha muitos cristãos.

“A recusa do metal em repreender as verdades cruas e violentas da natureza humana liberta seus fãs para serem pessoas mais relaxadas e divertidas”.

Ela alega, ainda, que “o metal não tem medo da obscuridade humana” e, embora alguns cristãos tenham o mesmo destemor, “muitos ainda estão por descobrir seu potencial”.

Mann cita letras da famosa banda de thrash metal Slayer, que descrevem o cristianismo como um "aborto" e afirmam: “Prefiro o diabo sempre, viva Satã.” No entanto, ela alega: “Uma boa parte da fascinação do metal por Satã ou o mal é uma representação de papéis, orientada por um desejo de chocar.

“O metal convida o cristianismo a ter menos medo da loucura e do ridículo.”

Ela diz que os festivais de metal como Sonisphere, onde ela viu o Iron Maiden tocar no mês passado, são versões modernas da Feast of Fools (algo como "festa dos tolos") realizada na Inglaterra na Idade Média, onde “excesso e anarquia” eram permitidos por um dia.

Mann afirma que se preocupa que os anglicanos tenham tornado sua fé “racional e organizada demais” em vez de apaixonada.

“Não estou sugerindo que, como cristãos, todos nos desviamos do humor, mas estamos inclinados a nos levar a sério demais mesmo quando estamos nos divertindo.”

Houve bandas de heavy metal cristão, como a americana Stryper, dos anos 80, e a mais recente Evanescence, mas poucas conquistam muito sucesso de crítica ou de mídia.

Por sua vez, muitos dos maiores artistas do heavy metal utilizam imagens anticristãs ou satânicas em suas letras e capas de álbuns.

Nos anos 90, seguidores da cena “black metal” da Noruega foram ainda mais longe, queimando dezenas de igrejas.

Fonte: Whiplash

Slayer: quando Cronos deixou Tom Araya de olho roxo




Histórias inusitadas sempre povoaram o universo do Rock. E não poderia ser diferente com o Metal. Em “O Reino Sangrento do SLAYER”, o respeitado jornalista britânico, Joel McIver conta uma história muito engraçada de bastidores envolvendo Tom Araya e Conrad ¨Cronos¨ Lant, o vocalista e baixista do VENOM.

Durante a The Combat Tour (pequena turnê feita em 1985 nos Estados Unidos pelo VENOM, ao lado do SLAYER e do EXODUS), enquanto todos enchiam a cara no fundo do ônibus, Araya teria perguntado onde ficava o banheiro, pois estava com muita vontade de urinar. Para lá de bêbado, Cronos teria respondido a Araya que mijasse em sua boca. Assim, o frontman do SLAYER não perdeu tempo; baixou as calças e começou a mijar na cabeleira do integrante do VENOM. Como resultado, Tom Araya recebeu um soco na cara dado pelo brutamonte britânico.

Joel ainda acrescenta que é possível ver Araya de olho roxo num vídeo famoso gravado no Studio 54 em Nova Iorque. O vídeo pode ser visto abaixo.



Fonte: Whiplash

Tom Morello tocará na turnê de Bruce Springsteen




Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine, acompanhará Bruce Springsteen em sua turnê na Austrália. Ele vai substituir Stevie Van Zandt na E Street Band neste período da turnê, enquanto o Van Zandt encerra as filmagens para a série Lillyhammer. Ele volta para a banda no dia 29 de abril, em Oslo, Noruega.

Morello participou das gravações do último álbum de Springsteen, o “Wrecking Ball”. O músico tocou nas faixas “Jack of All Trades” e “This Depression”. 

Além disso, Tom e Bruce já dividiram o palco no show de 25 anos do Rock and Roll Hall of Fame, entre outros shows.

Fonte: Territoriodamusica

Ouça faixa cover do Abba feito pelo Ghost com participação de Dave Grohl




Ouça abaixo a faixa "I'm A Marionette", cover do Abba gravado pelo Ghost com participação de Dave Grohl na bateria.



Fonte: Zona PunK 

Tankard: noite Thrash na véspera do feriado paulista




As comemorações do aniversário da cidade de São Paulo começam mais cedo para os thrashers; quinta, dia 24, os alemães fazem a noite mais Thrash, divulgando seu último trabalho, o excelente "A Girl Called Cerveza", lançado no fim do ano passado.

Formado em 1982, em Frankfurt, Alemanha, o Tankard possui 15 álbuns, em uma carreira ininterrupta, e tem em seus shows um dos grandes diferenciais para as demais bandas do gênero, aliando bom humor a muita energia. Essa é a segunda vez que do Tankard no Brasil – a primeira foi em 2007.

O show rola no Hangar 110, á partir das 18h, com a participação especial das bandas War-Head, Executer e Blasthrash.

Para quem não sabe, o War-Head é da Croácia e faz death thrash, tendo um disco lançado, "...Still No Signs Of Armaggedon" (2011). A banda é formada por Dario “Darac” Turcan (baixo e vocal), Vladimir “Vlad” Suznjevic (guitarra) e Eldar Ibrahimovic (bateria). É a primeira vez do trio na América do Sul.

Antes disso, o Tankard faz show, amanhã, 22/01, em Porto Alegre, no dia 23/01, na Argentina, depois vem SP no dia 24/01 e Belo Horizonte no dia 25/01.

A produção é da Tumba Productions.

Confira o serviço do show de SP:
Tankard
Bandas convidadas:
War-Head
Executer
Blasthrash
Dia: 24/01/12 – 18h
Local:  Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – ao lado da estação Armênia do Metrô)
Ingressos: R$ 50 (estudante), R$ 70 (promocional) e R$ 100 (inteira)
Pontos de vendas: Galeria do Rock (Hellion & Paranoid) e bilheterias do Hangar 110

Fonte: Roadiecrew

BRASIL - Mais de 2,4 mil presos não voltam às celas após festas de fim de ano


Pelo menos 2.416 presos do regime semiaberto que tiveram direito à saída temporária nas festas de Natal e réveillon no país não retornaram às celas no início de 2013 – em datas definidas por cada estado. O número representa 5,1% do total de 47.531 detentos que receberam o benefício da Justiça.

O levantamento foi realizado pelo G1 com base nos dados enviados pelas secretarias responsáveis pelo sistema penitenciário de todos os 26 estados e do Distrito Federal.

Na saída de fim de ano anterior, em 2011, o número da evasão é coincidentemente o mesmo: 2.407. Na ocasião, 46.523 presos haviam sido beneficiados com a saída. Em relação ao ano anterior, 2012 teve aumento de 2% no número de beneficiados.

Conforme a Lei de Execuções Penais, a saída temporária é concedida a internos que cumprem pena em regime semiaberto e possuem bom comportamento.

Dentre os pré-requisitos previstos em lei, é necessário ter cumprido pelo menos 1/6 da pena, para réus primário, e ao menos 1/4 da pena, em caso de reincidência.

As solicitações de quem já cumpriu este período podem ser feitas pelos advogados, pela defensoria pública ou pelo órgão responsável pela administração penal onde o detento cumpre pena.

Cada caso é analisado por um juiz, pelo Ministério Público Estadual e pela unidade prisional do interno. A decisão de conceder ou não o benefício é exclusiva do juíz da vara de execuções penais responsável pelo presídio e depende de vários fatores. Em 2012, devido à série de ataques contra policiais no fim do ano, o MP tentou barrar a saída de detentos ligados a facções que poderiam cometer crimes nas ruas.

A legislação penal prevê que os detentos possam ter direito a até cinco saídas anuais para passar com a família. As datas normalmente são o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal e uma data escolhida pelo preso.

O único estado que não autorizou a saída em 2012 foi o Ceará. O Tribunal de Justiça informou que o juiz Luiz Bessa Neto, corregedor dos presídios de Fortaleza, adota a posição de não conceder o benefício nesse período há 8 anos, desde que um empresário foi assassinado por um interno que saiu no Natal e não retornou à prisão.

Em alguns casos, os detentos aproveitam a saída temporária para cometer crimes. Em Porto Feliz, no interior de São Paulo, um detento beneficiado pela medida foi preso após invadir uma casa e furtar eletrônicos.

Maiores evasões

Em termos percentuais, os Estados com maior índice de presos que não voltaram para a cadeia foram Sergipe (21%), Maranhão (19,7%) e Goiás (12,6%). Nos três Estados ainda houve aumento do problema em relação ao ano anterior, quando havia sido registrado evasão de 10%, 14% e 7,7%, respectivamente.

Para o diretor do departamento do sistema penitenciário sergipano, Manuel Lúcio Torres, alguns detentos que, por critérios técnicos, sabem que terão direito a pedir a saída temporária "premeditam" um bom comportamento durante o ano em busca da fuga neste período.

"Adotamos aqui o critério objetivo para concessão do benefício, isto é, ter cumprido 1/6 da pena, em caso de réu primário, e 1/4 da pena, em caso de reincidente. Todos, para saírem, precisam ter bom comportamento na penitenciária. Alguns presos já se prepararam para este período, pensando em fugir", explica.

Para Torres, caso Sergipe pudesse individualizar a avaliação dos presos seria talvez possível evitar maior evasão.

A Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), responsável pelo sistema penal no Estado, informou que quem deveria se manifestar sobre as ausências era o Tribunal de Justiça. Segundo o juiz Wilson da Silva Dias, auxiliar da Presidência do Tribunal, os magistrados irão realizar audiências em que os detentos deverão apresentar as justificativas para o não retorno aos presídios, podendo sofrer punições, como a regressão imediata para do regime semiaberto para o fechado.

"A saída temporária não é uma benevolência do juíz, é um direito do preso por lei à qual ele deve cumprir com responsabilidade e disciplina. O não retorno na data certa acarreta perda de confiança para futuras saídas que o preso quiser ter", defende Dias.

Procurada pelo G1, a secretaria responsável pela área no Maranhão não se posicionou sobre as fugas.

Taxa de evasão

Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Acre, Mato Grosso, Amazonas e Piauí também tiveram aumento na taxa de fugas em 2012 (veja gráfico acima). Já em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rondônia, Roraima, Tocantins, Bahia e Pernambuco, o número caiu.

O Rio Grande do Sul foi uma exceção: o nível de evasão nos últimos dois anos se manteve estável. Não foi possível comparar os números de Alagoas, já que, em 2011, não houve autorização para saída de presos, devido à falta de segurança e, em 2012, apenas um detento foi beneficiado porque não há cadeia para detentos do regime semiaberto no Estado e condenados que cumprem pena neste regime ficam em prisão domiciliar ou em regime aberto, cumprindo certas regras determinadas pelo juiz.

O único preso que teve direito à saída temporária em Alagoas foi condenado no regime fechado em Fortaleza por lesão corporal e violência doméstica e recebeu autorização do 4º Juizado de Violência Familiar contra a mulher para passar o Natal e o Réveillon com a família. Saiu no dia 18 de dezembro e retornou ao presídio na data marcada: 1 de janeiro de 2013.

Monitoramento eletrônico

Em termo absolutos, o Estado com maior número de presos que não retornou foi São Paulo (1.478), onde também houve o maior número de beneficiados no sistema penal: 22.848. Apesar do uso da tornozeleira eletrônica, a taxa de evasão ficou em 6,5%, um pouco menor do que a do ano anterior (6,8%).

Os dados mostraram ainda ser incipiente no país o uso de tornozeleiras eletrônicas para coibir fugas. Apenas São Paulo informou que usa o aparelho para o monitoramento nas saídas com frequência: nas festas de fim ano, só 175 dentre os 2.969 que deixaram as celas sendo acompanhados à distância pelos agentes prisionais e a polícia fugiram (5,89% do total).

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, entre o Natal e o Ano Novo, a estimativa é que 8 mil presos estivessem usando a tornozeleira eletrônica no país, dentre detentos com direito ao regime aberto, semiaberto ou cumprindo prisão domiciliar. Dentre os Estados que estão ampliando os testes e uso do equipamento nas ruas estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Rondônia.

Fonte: G1