sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

BRASIL - Aeroporto internacional no Piauí não recebe voos regulares há 13 anos


Terminal para 100 mil passageiros ao ano recebeu 2.828 pessoas em 2012.
Com custo mensal de R$ 320 mil, base com a maior pista do PI dá prejuízo

O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba (PI), a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até 100 mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004.

O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho – e que "precisam existir" – com verba arrecadada de terminais que dão lucro.

Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico (veja algumas distâncias na tabela ao lado). Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade.

"Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas", afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba.

Procuradas pelo G1, as companhias Azul e Trip disseram que novos destinos possíveis estão sendo avaliados, mas que não há previsão sobre o início de operações em Parnaíba. A Gol não quis falar sobre o tema e apenas informou que, "como uma empresa competitiva, está sempre avaliando oportunidades que agreguem valor ao negócio". A TAM disse que não tem interesse em operar no local. Já a Passaredo não se manifestou.

A Avianca disse que trabalha com aviões grandes, como Airbus, que não teriam condições de operar no local. O último voo comercial regular feito no aeroporto, em 2000, foi da Ocean Air, comprada pela Avianca. A assessoria de imprensa da empresa não conseguiu dizer por que as operações foram suspensas na época e qual era o destino do voo.

"Temos recebido consultas de empresas de aviação regional interessadas em conhecer a infraestrutura do aeroporto, mas ainda não há uma confirmação de início de atividades", diz Jorge Tadeu de Andrade, gerente regional de Comunicação Social da Infraero Nordeste.

Maior pista do Piauí

Em 2010, uma reforma ao custo de R$ 7 milhões ampliou a pista do aeroporto de Parnaíba de 1.800 metros para 2.500 metros, superando em extensão os 2.200 metros a estrutura da capital Teresina e alcançando o posto de quarta maior pista do Nordeste – atrás apenas de Recife (3.300 metros), Petrolina (3.250 metros) e Fortaleza (2.545 metros), segundo dados da Infraero.

O governo federal liberou R$ 8 milhões para a construção de um novo pátio para aeronaves, em investimento que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a obra está parada desde agosto de 2011. Segundo a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a empresa responsável pela obra solicitou rescisão contratual com a Infraero por falta de condições técnicas para cumprir o acordo. O processo aguarda decisão judicial.

De acordo com a secretaria, o terminal de Parnaíba está entre os 270 aeroportos brasileiros que o governo listou, em dezembro de 2012, como parte do projeto de desenvolvimento da aviação regional. O espaço, portanto, é considerado prioritário para o avanço do setor, mas futuros investimentos, dentro do pacote federal, ainda vão ser analisados.

Risco de acidentes afasta aéreas

A Força Aérea Brasileira vetou, em março do ano passado, a operação por instrumentos no aeroporto de Parnaíba porque há "obstáculos" na região que poderiam provocar acidentes. Segundo a Infraero, o aumento da metragem da pista fez com que algumas edificações da cidade passassem a atrapalhar as operações. Agora, quando as condições meteorológicas são ruins, pilotos estão proibidos de pousar e decolar sem ter uma visão clara da pista.

A mudança não impede voos no local, mas oferece menos segurança às companhias aéreas, que preferem aeroportos em que possam operar com ambas as opções, segundo o gerente de operações Celso Lara Vital. A Infraero afirma trabalhar para recuperar a autorização.

"A Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança. Fora desta área, a cerca de 20 km, há uma usina eólica, que está em uma elevação", explica Vital. "Comunicamos o governo estadual e a prefeitura para tomar providências. Acredito que a FAB já teve o retorno sobre grande parte dos pontos e os que não poderão ser retirados serão informados nas cartas aeronáuticas, para dar ciência aos pilotos".

O secretário de Turismo do Piauí, Marco Bona, afirmou ao G1 que o laudo técnico da FAB apontou a existência de torres de emissoras de rádio em altura irregular e que o governo determinou a resolução do problema. "O laudo não impede em nada as operações. São diferenças de 20 cm em algumas torres. O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias", disse.

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba, Paulo Meireles, confirmou que a prefeitura foi notificada de obstáculos na área de aproximação dos aviões à pista, mas que alguns dos pontos, como a autorização para a instalação das torres de telefonia móvel e de comunicação, foram previamente autorizados pela Aeronáutica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes do Piauí, o governo ainda irá elaborar um plano de proteção exigido pela Aeronáutica sobre medidas de segurança que deverão ser feitas ao redor do aeroporto.

Alternativa para a Copa de 2014

O terminal de Parnaíba está na lista de alternativas para a Copa do Mundo de 2014, devido à proximidade com Fortaleza (CE), que vai sediar jogos do mundial. A lista foi elaborada pela Secretaria de Aviação Civil e engloba 50 aeroportos de destino para as 12 cidades sedes e mais 42 alternativas para o tráfego de passageiros. A Infraero aponta, porém, que ainda não há uma definição se o aerporto de Parnaíba será usado durante a competição.

O aeroporto não conta com sistema de radares e torre de controle, e a troca de informações com pilotos é feita por estação de rádio, que funciona das 6h às 24h. Para Celso Lara Vital, a estrutura é suficiente para receber voos de passageiros.

"Temos todas as condições de receber voos regulares, como sistemas de raio-x, de combate a incêndio e de informação sobre a situação dos voos, além de salas de embarque e detectores de metais, todos os mesmos que você vê nos grandes aeroportos, como Guarulhos ou Galeão. O que falta é interesse das empresas de operar aqui".

O número de voos no aeroporto, que já é pequeno, caiu 18% no ano passado – o de táxi aéreo despencou 52%. Celso Lara Vital acredita que a suspensão das operações por instrumentos interferiu pouco na queda, pois as aeronaves que ali pousam são de pequeno porte e atuam com pousos e decolagens visuais. Ele aponta a logística da cidade e a busca por outros terminais próximos como principais fatores que interferiram na queda.

"Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial. Pretendemos instalar uma lanchonete e caixa eletrônico para o conforto dos passageiros. As empresas aéreas querem fazer voos rentáveis e elas não estão vislumbrando uma quantidade de passageiros na região que permita a realização de voos para cá", afirma.

Objetivo é atrair estrangeiros

Turistas que desejam conhecer o litoral piauiense tem que desembarcar em Teresina ou em Fortaleza e fazer o resto do percurso de ônibus ou carro, com tempo de viagem que pode durar de quatro a cinco horas. De avião, o tempo estimado das citadas capitais até Parnaíba, se houvesse um voo regular, seria de aproximadamente 50 minutos.

"Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros", diz Edilson Morais Brito, proprietário de uma agência de viagens na cidade.

Apesar de não contar com nenhum voo regional ou nacional diário, o gerente de operações da Infraero Celso Lara Vital sonha com voos internacionais, que estão autorizados desde outubro de 2005 por portaria da Aeronáutica. A última vez que um avião com turistas de outro país pousou no local foi entre o final de 2006 e o início de 2007, com oito voos charters (voos fretados) procedentes de Verona, na Itália.

"Temos um pátio pequeno, mas podemos receber voos internacionais de modelos como o Boeing 767-300, se alguma companhia tiver interesse. Neste caso, como não temos aqui postos de alfândega, da Polícia Federal ou da Anvisa, avisaríamos para os órgãos enviar equipes e atender o voo", diz Vital.

Fonte: G1 

Roça 'n' Roll: festival já tem 20 atrações confirmadas




O festival Roça 'n' Roll já tem vinte atrações confirmadas para os três dias de shows que acontecem em Varginha, no Sul de Minas Gerais. O evento será realizado nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, durante o feriado de Corpus Christi, na Fazenda Estrela.

Como sempre focado em rock e heavy metal, o festival chega à 15ª edição e terá Grave Digger, Orphaned Land, Nervochaos, Malefactor, Cartoon, Baranga e Motosserra Truck Clube, entre outros. Confira a programação:

30/05/2013 - Santo Graaau Bêbados S/A
31/05/2013 - Cartoon, Baranga, Deep Purple Cover de BH, Motosserra Truck Clube, Tributo ao Raul Seixas, Deadliness e Jardim Elétrico
01/06/2013 - Grave Digger (Alemanha), Orphaned Land (Israel), Martin Walkyier (ex-vocalista do Skyclad acompanhado pelo Tuatha de Danann), Aneurosis, Ossos do Banquete, Cracker Blues, Nervochaos, Malefactor, Metalmorphose e Kernunna. Tenda: Behind Storm, Glitter Magic e Metheora 

A história dos 15 anos de Roça ‘n’ Roll será registrada em um documentário produzido por Bruno Maia, organizador e idealizador do evento. "O documentário conta com trechos de shows e entrevistas com várias bandas e personalidades do mundo musical. É uma produção independente com objetivo de mostrar o clima do festival", destaca o organizador.

É possível fazer reservas para excursões pelo email info@rocainroll.com. O pacote para os três dias do festival inclui, além do ingresso, camiseta e uma cópia em DVD do documentário. Mais informações podem ser obtidas no site www.rocainroll.com.

Fonte: Territoriodamusica

BRASIL - Deputados articulam derrubada de vetos polêmicos de Dilma

Deputados da oposição e da bancada ruralista articulam derrubar em fevereiro vetos presidenciais a pelo menos quatro projetos de lei que confrontaram Executivo e Legislativo durante sua discussão no Congresso.

Em dezembro, em meio à pressão dos parlamentares para votar vetos recentes da presidente Dilma Rousseff à nova lei que redistribui os royalties do petróleo, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Congresso vote antes, em ordem cronológica, mais de 3 mil vetos anteriores, que estão parados na fila.

A intenção dos parlamentares é aproveitar não só para reverter a polêmica decisão sobre os royalties. Na mira, estão também vetos relativos ao fim do fator previdenciário, à recomposição de áreas verdes determinadas pelo Código Florestal e ao investimento na saúde, previsto na regulamentação da Emenda 29.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que integra a bancada ruralista da Câmara, afirmou que articula aprovar a maioria dos 3 mil vetos de forma sumária, e deixar os quatro projetos polêmicos para votação à parte.

"Primeiro, vamos votar os mais polêmicos e depois, o restante, de forma global. Esse é o entendimento que vamos tentar implementar. Foram matérias aprovadas no Congresso, nas duas Casas. Se elas foram vetadas, isso não condiz com aquilo que o Congresso Nacional debateu durante tanto tempo", afirmou Caiado.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defende a votação em ordem cronológica dos vetos. Para o tucano, vetos a dispositivos que não geram polêmica devem ser aprovados de forma sumária, sem discursos e debates. Ele disse que o partido também vai defender a derrubada dos vetos aos quatro projetos citados por Caiado.

"Acho que devemos ir pela ordem e, quando chegar a vetos importantes, eles serão considerados e discutidos. Chamaremos a atenção para a presença deles na listagem. Acho que vale cumprir o rito e estabelecer um cronograma. Esses vetos referentes a fator previdenciário, Emenda 29, e royalties são vetos que o partido vai votar pela derrubada", disse.

O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), é contra derrubar os vetos presidenciais. Segundo ele, restaurar as propostas aprovadas pelo Congresso poderá prejudicar o país economicamente.

"Tem vetos polêmicos que o governo e o PT vão fazer um acordo para não derrubar. Tem veto ao Código Florestal, à regulamentação da Emenda 29, ao fim do fator previdenciário, e esses temas têm que ser discutidos com responsabilidade. Votar sem a devida atenção e cuidado pode quebrar o país", afirmou.

O petista  também criticou a proposta de votar de forma sumária os vetos que não geram polêmica. Para ele, cada um dos mais de 3.060 vetos deve ser apreciado com cautela e discussão.

"Não podemos fazer uma votação de faz de conta, mas sim uma discussão de cada veto. Não podemos votar tudo em dez minutos. Se for preciso, que demore bastante [para limpar a pauta]. Tem veto aí do governo anterior. Vamos construir uma agenda de terça a quinta. O Congresso não pode se esquivar de sua função constitucional", disse.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também se posicionou contra apreciar de uma só vez a maioria dos vetos e votar em separado os quatro projetos polêmicos. "Acho difícil acordo nessas bases. O mar não está para peixe. Você pode acabar judicializando, então é melhor não mexer com isso, não alterar o rito. A ordem é votar em ordem cronológica, então é melhor seguir."

Entenda os vetos polêmicos

O principal veto ao projeto dos royalties e que parcela dos parlamentares pretende derrubar é o que impede que a nova divisão dos recursos do petróleo seja aplicada a contratos já firmados em áreas licitadas. A proposta vetada reduzia já em 2013 os recursos repassados a Rio de Janeiro e Espírito Santo em favor de estados e municípios não produtores.

Com relação ao Código Florestal, a bancada ruralista pretende restabelecer dispositivo vetado que flexibilizava a recomposição florestal exigida de produtores rurais de médio porte. Na sanção, Dilma vetou trecho que previa reflorestamento em faixas mais estreitas em margens de rio desmatadas e editou medida provisória exigindo recomposição proporcional à largura do rio.

O outro veto que pode ser derrubado pelo Congresso é o que diz respeito à Emenda 29, projeto que definiu percentuais obrigatórios de recursos da União, estados e municípios para o setor da saúde.

Dilma vetou trecho do artigo que dizia que o governo federal deveria investir o montante do ano anterior acrescido da variação percentual do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o crescimento da economia. O veto presidencial impede que uma eventual revisão para cima nesse percentual obrigue o governo a aplicar créditos adicionais para ajustar o valor.

O quarto veto que os deputados pretendem derrubar é o que impediu o fim do fator previdenciário. O projeto vetado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabava com a fórmula criada em 1999, que leva em consideração a idade, o tempo de contribuição e a expectativa de vida do brasileiro para o cálculo do valor da aposentadoria.

O instrumento visa reduzir o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres.

Fonte: G1

Rush: ainda não há data de lançamento prevista para novo DVD




O Rush desmentiu que lançará seu novo DVD, "Clockwork Angels Live", no dia 21 de maio. Segundo a banda, ainda não há data de lançamento definida para o trabalho.  

“Clockwork Angels Live”, mostra o Rush na turnê de seu mais novo álbum, com imagens retiradas do show de Phoenix no dia 25 de novembro e Dallas no dia 28 do mesmo mês.

Fonte: Roadiecrew

MUSICA DO DIA - METALLICA FEAT. AVENGED SEVENFOLD+TRIVIUM






Die, Die My Darling
Die, die, die my darling
Don't utter a single word
Die, die, die my darling
Just shut your pretty eyes
I'll be seeing you again
Yeah, I'll be seeing you... in Hell

So don't cry to me, oh, baby
Your future's in an oblong box
Don't cry to me, oh, baby
You should have seen it a-coming on
Don't cry to me, oh, baby
I don't know it was in your card
Don't cry to me, oh, baby
Dead-end soul for a dead-end girl
Don't cry to me, oh, baby
And now your life drains on the floor
Don't cry to me, oh, baby

Die, die, die my darling
Don't utter a single word
Die, die, die my darling
Just shut your pretty mouth
I'll be seeing you again, yeah
I'll be seeing you... in Hell!

So don't cry to me, oh, baby
Your future's in an oblong box
Don't cry to me, oh, baby
You should have seen it a-coming on
Don't cry to me, oh, baby
I don't know it was in your card
Don't cry to me, oh, baby
Dead-end soul for a dead-end girl
Don't cry to me, oh, baby
And now your life drains on the floor
Don't cry to me, oh, baby

Die, die, die my darling
Don't utter a single word
Die, die, die my darling
Just shut your pretty mouth
I'll be seeing you again
I'll be seeing you... in Hell!

Die, die, die
Die, die, die
Die, die, die

Morra Morra Minha Querida
Morra, morra, morra minha querida
Não diga uma única palavra
Morra, morra, morra minha querida
Apenas feche seus belos olhos
Eu irei vê-la outra vez
Eu irei vê-la ...no inferno

Não chore pra mim, oh baby
Seu futuro está em um caixão
Não chore pra mim, oh baby
Deveria ter visto o que estava vindo
Não chore pra mim, oh baby
Eu não sabia que isto estava na sua conta
Não chore pra mim, oh baby
Alma morta para uma menina morta
Não chore pra mim, oh baby
E agora sua vida escoa pelo chão
Não chore pra mim, oh baby

Morra, morra, morra minha querida
Não diga uma única palavra
Morra, morra, morra minha querida
Apenas feche sua bela boca
Eu vou te ver outra vez, sim
Eu te verei...no Inferno!

Não chore pra mim, oh baby
Seu futuro está em um caixão
Não chore pra mim, oh baby
Deveria ter visto o que estava vindo
Não chore pra mim, oh baby
Eu não sabia que isto estava na sua conta
Não chore pra mim, oh baby
Alma morta para uma menina morta
Não chore pra mim, oh baby
E agora sua vida escoa pelo chão
Não chore pra mim, oh baby

Morra, morra, morra minha querida
Não diga uma única palavra
Morra, morra, morra minha querida
Apenas feche sua bela boca
Eu vou te ver outra vez, sim
Eu te verei... no Inferno!

Morra, morra, morra
Morra, morra, morra
Morra, morra, morra

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MATERIA DO DIA - Há 20 anos, Nirvana fazia "pior show" da carreira no Hollywood Rock do grunge; relembre




Em novembro de 1992 os fãs brasileiros de rock ganhavam uma boa notícia: a confirmação de que o Nirvana viria ao Brasil, pela primeira vez, dali a dois meses. O grupo de Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, principal nome da tão comentada cena grunge de Seattle, acabava de ser confirmado para o Hollywood Rock e faria, em São Paulo, seu primeiro show em três meses. O público, então acostumado a atrações internacionais defasadas, finalmente veria uma banda nova e em pleno auge.

Mais do que ver de perto o Nirvana, os fãs ainda teriam chance de assistir a Alice in Chains, L7 e Red Hot Chili Peppers --a nata do rock alternativo do momento-- no mesmo festival. O Hollywood Rock de 1993, em sua edição mais famosa, aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de janeiro daquele ano --com ingressos que variavam entre 140 mil e 220 mil cruzeiros, algo em torno de R$ 50 e R$ 80--, e uma semana depois no Rio de Janeiro.

E foi no estádio Morumbi, há exatos 20 anos, que o Nirvana fez um dos shows mais lendários, surreais e emblemáticos de sua curta carreira de cinco anos. Frente a cerca de "110 mil pessoas e a maior multidão para a qual o Nirvana já tocou, tanto a equipe como a banda se lembram dele como a pior apresentação que já haviam feito", segundo relatou Charles R. Cross na biografia de Kurt Cobain, "Mais Pesado que o Céu".

A versão lenta e barulhenta de "School", faixa do primeiro álbum do trio, foi a partida inicial para uma apresentação embalada por baderna e confusão. E, há quem diga, divertida. O repertório de mais de 30 músicas veio com versões absurdas de Iron Maiden, Duran Duran, Queen e The Clash, além de material dos discos "Bleach" (1989), "Nevermind" (1991) e do então inédito "In Utero" (1993). 

De tudo se viu naquele palco. O clássico solo de "Smells Like Teen Spirit" foi trocado pelo trompete de Flea, baixista dos Chili Peppers, que entrou de surpresa no palco. No meio do show, Krist saiu de cena. Mas, como o contrato previa no mínimo 45 minutos de apresentação para que o cachê fosse pago, ele precisou ser encontrado e obrigado a retornar ao show. Krist pegou seu baixo e voltou a tocar sem qualquer preocupação com a afinação. Logo depois, após uma versão de "Run to the Hills" do Iron Maiden, foi Kurt quem surtou e começou a destruir sua guitarra. Parte da Fender Stratocaster preta foi parar nas mãos do estudante de 20 anos Alexandre Neves, que assistia a tudo grudado na grade.

O trio ainda inovaria em sua formação: com Dave no baixo, Krist na guitarra e Kurt na bateria, a banda passou a tocar covers inusitados e completamente sem sentido. Esporadicamente, Kurt estraçalhava um alto-falante do palco ou uma guitarra --em "Scentless Apprentice", foi a vez de uma Fender Telecaster azul. Naquele momento, Krist e Dave já não estavam mais no palco, e Kurt tinha apenas a companhia de sua mulher, Courtney Love, ajudando na quebradeira e o arrastando dali na sequência. Antes mesmo de acabar o show, grande parte do público já havia debandado do Morumbi.

Entrevistado no dia seguinte pelo jornal "Folha de S.Paulo", Krist disse que aquele "foi um show de desconstrução de imagem do grupo". No livro de Charles R. Cross, o autor revela que Kurt havia misturado "bolinhas com bebida alcoólica, o que o deixou lutando para encontrar um acorde". À revista "Rolling Stone Brasil", de março de 2012, Dave Grohl fez uma comparação curiosa: "É bonitinho quando uma menina de 3 anos coloca um par de sapatos de salto. Mas eles não servem. Ela tropeça, fica esquisito. E, de certa forma, era mais ou menos desse jeito quando fomos ao Brasil." 

O Nirvana ainda tocou na versão carioca do Hollywood Rock, no dia 23 daquele mesmo janeiro. Na Praça da Apoteose, o trio fez uma apresentação mais técnica, seguindo setlist previsto, mas também deixou sua marca no evento. Cobain chegou a cuspir na câmera que transmitia o show pela televisão, brincou de se masturbar e ironizou a marca de cigarro patrocinadora. Rolou cover de "Sweet Emotion" do Aerosmith, e novo solo de trompete de Flea em "Smells Like Teen Spirit". Partes deste show, exibido pela Rede Globo, integram o registro ao vivo da banda "Live! Tonight! Sold Out!!, lançado em VHS em 1994 e em DVD em 2006.

O show do Nirvana no Morumbi, no entanto, é um objeto de desejo dos fãs de toda parte do mundo. Em tempos quando não havia smartphone e que câmeras portáteis não eram tão acessíveis, pouco registro se tem daquela apresentação. Alguns vídeos circulam pela internet com trechos de diversos ângulos e qualidades. No vídeo abaixo, disponibilizado no YouTube e replicado por vários usuários, se vê quase 20 minutos do que foi aquele momento marcante para a história do Nirvana e dos fãs de rock.



O show do Nirvana no Hollywood Rock sempre dividiu opiniões de fãs, da crítica e dos entusiastas em geral. Há quem diga que a apresentação não foi digna de seu potencial e que a banda não estava nem aí para o público. Outros defendem que o Nirvana fez um verdadeiro show de rock, imprevisível e sem regras. E a medida que o tempo passa, mais importância atribui-se àquela performance e mais clássico torna-se o show.

Na época, uma pesquisa do Datafolha registrou a opinião do público do festival e 71% dos entrevistados classificaram o show do Nirvana entre bom e ótimo. Para 37%, a banda foi a melhor daquela noite, enquanto a maioria (39%) preferiu o L7.

Abaixo, personalidades que estavam naquele dia relembram a pedido do UOL a passagem da banda pelo festival --e fora dele. Da chegada no aeroporto aos bastidores e festas pós-show, veja os depoimentos de João Gordo (vocalista do Ratos de Porão), Zeca Camargo (apresentador do "Fantástico", que na época trabalhava na MTV), Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura que acompanhava os integrantes do Alice In Chains), Pablo Miyazawa (editor-chefe da revista "Rolling Stone Brasil") e Andria Busic (vocalista do Dr. Sin).

Se o show foi uma bos**, foi por minha culpa e dos meus amigos

A minha história com o Nirvana começa em 1989, quando o Ratos de Portão fez a primeira turnê europeia. A gente tocou em uma casa em Amsterdã com uma banda americana de hardcore chamada Scream, que tinha Dave Grohl na bateria. Lá a gente conversou, jantou junto e criou uma amizade. Só quando o Nirvana explodiu com "Nevermind" foi que eu vi que era o mesmo cara.

Quando teve o Hollywood Rock de 1993, eu e minha namorada na época (Alê Briganti, da banda Pin Ups) colamos no Maksoud Plaza (hotel onde as bandas estavam hospedadas) para falar com o Dave, mas ele ainda não tinha chegado. Quando entrei no hotel, vi os caras do Red Hot Chili Peppers e um gordão circulando que eu sabia que conhecia de algum lugar. E era o Big John, guitarrista do Exploited. Por coincidência, ele era amigo de uma amiga minha e também era roadie do Kurt Cobain. Pronto, eu estava em casa.

Aqui em São Paulo o show foi uma doideira só. Assisti a tudo do palco, apresentei o Nirvana para o público como "a maior banda underground de todos os tempos". E o show do Nirvana foi uma bos**, horrível, tudo desafinado. Eles estavam de saco cheio da vida, dos 20 milhões de dólares que tinham ganhado, estavam odiando tudo, aquele auê e a bajulação em cima deles. E aí falamos para eles que aquele era um festival capitalista, de uma marca de cigarro, e aí eles começaram a zoeira. Se o show foi uma bos**, foi por minha culpa e dos meus amigos.

O que ficou marcado para mim foi esse contato com o Kurt. Ele era muito depressivo e não sorria em nenhum momento. Durante todo o tempo ele usou uma camiseta em que estava escrito à mão com caneta: "I hate myself and I want to die" (eu me odeio e quero morrer). Ele não tinha vontade de viver, era muito triste, só queria saber de heroína. Depois do festival fomos para uma festa da Der Tempel, na Augusta. Estávamos em um Corcel 2 azul claro, eu com o Flea, o Kurt, a Courtney Love, a baterista do Hole (Patti Schemel), minha namorada na época e mais alguém. Chegamos na balada, fecharam a porta e a festa começou às 4h e foi até umas 11h. Estava tocando Beatles, músicas dos anos 60, e eles piraram. E só ali eu vi Kurt dando risada, brincando, rolando no chão.

O que eu tinha visto era o nascimento da faixa "Milk It"

Zeca Camargo, apresentador do "Fantástico", ex-apresentador do "MTV no Ar"

Uma das coisas mais frustrantes de cobrir um super evento de rock --um festival como foi o Hollywood Rock, por exemplo-- é que você não consegue assistir a quase nada dos shows. Essa é a realidade. Em janeiro de 1993, quando o melhor do rock alternativo estava passando pelo Brasil, a gente saía cedo para o local dos shows, ia para os bastidores e... ficava esperando. Isso mesmo, ficava esperando algum artista chegar e topar dar uma entrevista.

Em compensação, quando você conseguia ver alguém no palco, era de um ponto de vista privilegiado: da coxia --geralmente apenas a alguns metros de um de seus ídolos. Exatamente como aconteceu com o Nirvana, naquela performance antológica de Kurt Cobain. Mesmo antes de a banda entrar oficialmente no palco, porém, ela também foi responsável por um momento marcante. Durante a passagem de som, com as câmeras desligadas (na era pré-smartphone, gravar qualquer coisa nessa hora era estritamente proibido), Kurt se virou para Krist Novoselic e disse algo como: "Ei, Kris, escuta isso!"

Era uma bela sequência de guitarra, seguida de um grito tão assustador como só o próprio Cobain era capaz. "Muito bom", respondeu Krist, "manda de novo!". E Kurt repetiu o som umas duas ou três vezes, sempre com um urro que vinha sei lá de onde. O que eu tinha visto, como pude comprovar alguns meses depois, quando "In Utero" foi lançado, era o nascimento da faixa "Milk It".

Mas nem tudo acontecia ali, em volta do palco. Na cobertura que a MTV (onde eu trabalhava na época) fazia do evento, a ideia era sempre tirar o artista do contexto e mostrá-lo de um jeito diferente. Foi assim que fomos comprar biquínis em Copacabana com as garotas do L7 --uma das matérias mais bizarras que fizemos! Também passamos por um passeio frustrado de helicóptero pela baía de Guanabara com o Alice In Chains (Jerry Cantrell estava, digamos, meio indisposto para tal atividade). E por um inesquecível passeio de veleiro de luxo com o Red Hot Chili Peppers --um dos poucos momentos em minha carreira onde eu posso falar que cruzei a barreira do profissional e conversei como "amigo" com alguns de meus ídolos, Flea e Anthony Kiedis.

Olhando para trás, fica até difícil imaginar a excitação de ter artistas tão importantes. Mesmo com dois Rock In Rio nas costas, o Brasil ainda não era uma escala prioritária de nenhuma banda --talvez de alguns "dinossauros", mas não de artistas que estavam no auge. E para a MTV, que fazia um banquete com a música alternativa, era sempre uma oportunidade de ouro. Hoje, com pessoas praticamente tendo que escolher em que show elas vão, seja pelo preço estratosférico dos ingressos ou mesmo pela abundância de escolha, essas lembranças do Hollywood Rock (em especial este de 1993) formam um belo souvenir de uma época em que um crachá com a frase "Access to all areas" (aquele que dá acesso livre a todas as áreas do evento) era a coisa mais preciosa que você poderia desejar.

Layne Staley era muito pé no chão, gente boa, alto astral

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura

Em 1992 fizemos uma turnê do Sepultura com o Alice In Chains e com o Ozzy Osbourne pelos Estados Unidos. Ficamos um mês com os caras do Alice In Chains e criamos uma amizade forte, principalmente com o Layne Staley (vocalista). Quando vieram para o Hollywood Rock, acho que chegamos juntos no aeroporto de Guarulhos, mas lembro que nos encontramos lá e fomos juntos ao Morumbi para os shows.

Vi todos os shows, do lado do palco. Layne colocou o Sepultura e a equipe lá dentro, trocamos ideia com todos que estavam por lá. O Dave Grohl era fã do Sepultura, usava boné e camiseta da banda. Conversamos bastante, foi uma tarde legal, mas o show do Nirvana é que não rolou. Kurt Cobain estava meio down, sem vontade. Eu pirei mesmo foi no show do Red Hot Chili Peppers, foi o melhor de todos.

Passamos a maior parte com o Alice In Chains. Não me lembro muito, mas não tinha ninguém malucão, estava bem tranquilo. Quando Layne morreu, em 2002, foi um choque. Ele era muito pé no chão, gente boa, alto astral. Foi muito triste.



O Hollywood Rock de 1993 colocou o Brasil no mapa das bandas. O Rock In Rio trouxe alguns artistas de peso, mas só bandas decadentes vinham para o país naquela época. Ali vimos que o Brasil tinha condições de fazer um festival de grande porte e trazer artistas no auge. A cena musical tinha mudado, principalmente com o Nirvana.


Metade da plateia foi embora antes do fim porque não estava mais divertido
Pablo Miyazawa, editor-chefe da revista "Rolling Stone Brasil"
Quando vi o show do Nirvana, eu confesso que não percebi que havia um momento histórico acontecendo ali, e acho que pouca gente percebeu. A banda estava no auge e não entregou o que se esperava dela no palco. Os shows internacionais de grande porte no Brasil eram escassos naquela época, então existia uma expectativa maior por performance, por entrega. Existia essa sensação de que era uma chance única.

Mas por pior que estivesse o estado do Kurt Cobain, ninguém poderia imaginar que 15 meses depois ele estaria morto. Sabia-se dos problemas com drogas e familiares, mas sem internet a gente ficava refém do pouco que se falava na imprensa sobre o estado das coisas. E o que se via no palco era uma banda desinteressada e não exatamente preocupada em cumprir um papel ou fazer jus ao sucesso.

Eu fui embora do show antes mesmo de acabar. Saí durante os covers, porque achava que estava se arrastando muito e acabaria ali mesmo. Nada dava a entender que voltaria ao normal, e eles já tinham tocado a maioria dos hits do "Nevermind". Se fosse hoje, dificilmente eu sairia antes do final, pelo simples fato de querer saber o que aconteceria depois. Mas pelo menos metade da plateia foi embora também. Não estava mais engraçado ou divertido.

O fato de o L7 ter sido muito bom e energético ajudou a estragar a percepção a respeito do Nirvana. O que elas tiveram de positivo, o Nirvana teve de negativo. Na noite anterior, o Red Hot Chili Peppers fez um show bem chato e anticlimático, e o show do Alice In Chains foi bem mais interessante, teve pouca conversa e pouco espaço para baixar a energia do público.

O Hollywood Rock parecia o festival óbvio que todo mundo tinha de ir. Todos meus amigos foram, não havia dificuldade de comprar ingresso ou de superlotação. O hype era uma coisa mais pulverizada. Chamava atenção o fato de as atrações serem bandas que estavam acontecendo naquele momento no Brasil. O estouro delas havia sido há um ano, então era primeira vez que um festival conseguia trazer grupos que estavam no auge. Aquilo tudo era algo grandioso, mas era destinado a um nicho específico.

A energia do show estava legal, mas deixou muito a desejar
Andria Busic, vocalista e baixista do Dr. Sin
O Dr. Sin tinha acabado de voltar de uma temporada nos Estados Unidos, onde fizemos uns cinco shows por lá. Voltamos e nosso primeiro show depois disso já foi no Hollywood Rock. Tocamos no mesmo dia de Nirvana, L7 e Engenheiros do Havaí.

Lembro que estávamos passando o som à tarde e o Dave Grohl estava com a mulher dele assistindo, tirando fotos nossas, e depois conversamos com eles. Todo mundo esperava muito do show do Nirvana. Era a banda do momento, e continuou sendo por muito tempo. Mas o Kurt Cobain parecia estar com problemas, estava muito mal. Ele entrou no palco muito louco e não sabia o que fazer. Foi legal porque a energia do show estava legal, mas deixou muito a desejar. No final, acabou ganhando um status de histórico.

Para o Dr. Sin, o festival foi muito especial, era uma época muito para o rock e para o heavy metal. Na época não havia tantos shows no Brasil, como hoje, que o país tornou-se rota fixa das bandas grandes. O Rock In Rio abriu o espaço e o Hollywood Rock firmou a rota. As bandas nem acreditavam no público que tinham aqui. Foi inesquecível.

Fonte: Uol