segunda-feira, 29 de outubro de 2012

MATERIA DO DIA - Carnival Of Souls: The Final Sessions - Kiss




"Carnival Of Souls: The Final Sessions"

Lançado em 28 de outubro de 1997
A turnê de divulgação para o álbum Revenge, que culminou no lançamento do ótimo Alive III e ainda passou pela edição brasileira do Monsters Of Rock em 1994, marcou o início de um processo nostálgico no KISS. Vários sons antigos que haviam sido deixados de lado estavam sendo incluídos no repertório, como “Watchin’ You”, “Got To Choose”, “Makin’ Love” e por aí vai. Alguns shows em pequenos pubs, com público pequeno e seleção de canções predominantemente antigas, foram realizados. Logo após, houve o lançamento do tributo Kiss My Ass, também prestando tributo ao passado. Por fim, o quarteto embarcou na Worldwide Kiss Convention Tour – outra turnê feita para pequenos públicos em eventos centralizados na história da banda mais quente do mundo, com os clássicos tocados em formato acústico. A ideia acabou no MTV Unplugged, que divulgou ao mundo inteiro que a formação original estava de volta.

Carnival Of Souls: The Final Sessions foi gravado no meio desse contexto, que já dava indicativos de uma reunião da formação original. As gravaçõesforam de novembro de 1995 até fevereiro de 1996, com a produção de Toby Wright, que tem trabalhos de Alice In Chains, Korn e Slayer em seu currículo. Por conta dos acontecimentos ocorridos naquela época, o álbum foi engavetado, mas por ser tão pirateado, o Kiss decidiu lançá-lo oficialmente.

Nenhuma divulgação foi feita, até porque a magia das máscaras e da formação original era (e ainda é) mais forte e o foco do trabalho feito naquele momento não poderia ser desviado. O baterista Eric Singer, revoltado, alegou que nunca mais voltaria a tocar com a dupla dinâmica e se recusou a participar das coletivas que antecederam e sucederam o lançamento desse disco que é, de longe, o mais menosprezado da trajetória dos caras. Pagou língua, mas a vida tem dessas.

Em suma, Carnival Of Souls: The Final Sessions traz uma sonoridade densa, arrastada e pesada, que desdobra a proposta visceral já apresentada em Revenge. O quarteto tentou se mostrar antenado às propostas musicais em ascensão na época, que trazia extensões como o Grunge e o Rock Alternativo como “a onda do momento”. A influência do Alice In Chains e do Soundgarden é mais do que notória – é discrepante. Trata-se de mais um daqueles álbuns que são muito bons, mas que trazem pouco da consagrada identidade da banda que o fez. A reunião dos membros originais foi necessária, afinal o Kiss voltou ao topo novamente. Mas, por parte da maioria dos fãs mais ferrenhos (como eu), há uma grande curiosidade do que essa formação, de qualidade musical exuberante, poderia ter feito além dos dois lançamentos que a tiveram.



A abertura com “Hate”, filha bastarda e rebelde de “Unholy” (do disco antecessor), traz riffs incrivelmente pesados de Bruce Kulick e vocais endiabrados de Gene Simmons, que voltou a assumir a alcunha de Demon que outrora o consagrou. “Rain” dá sequência com uma levada cadenciada e arrastada, cortesia da bateria de Eric Singer. “Master & Slave”, uma das melhores aqui presentes, tem como destaque a poderosa voz de Paul Stanley, que cai bem até na depravação melódica aqui apresentada.

“Childhood’s End”, composta por Simmons, Kulick e o atual guitarrista do grupo, Tommy Thayer, tem um refrão grudento e viciante, além de nuances melódicas apaixonantes e um básico porém ótimo solo de guitarra – trata-se de um single em potencial. “I Will Be There”, única balada presente, mostra Stanley inspiradíssimo. O uso de violões de afinação mais grave e baixo fretless comprova que Bruce assumiu a maioria do instrumental sozinho não só aqui, mas ao decorrer de todo o álbum. “Jungle”, que chegou a ser lançada como single e atingiu o top 10 das paradas Mainstream Rock da Billboard, retoma o peso com uma cozinha cavalar, guitarras poderosas e mais uma performance incrível de Paul.



“In My Head”, canção capitaneada por Gene com riff monstruoso e bateria rasgada, vem em seguida, juntamente de “It Never Goes Away”, onde Paul solta o gogó como nunca e “Seduction Of The Innocent”, outro petardo de Simmons com refrão bem feito e atmosfera bem dark. “I Confess” e “In The Mirror”, apesar de conservarem bons instrumentais, são mais mornas e pouco incisivas. Chamam pouca atenção. A maior surpresa do álbum estava no final: “I Walk Alone”, composição de Bruce Kulick que teve sua voz como a principal, é uma das melhores das presentes. Andamento pesado, envolvente e com solo marcante. Um musicão.

Mesmo sem a divulgação que todo disco merece, Carnival Of Souls: The Final Sessions conquistou a 27ª posição nas paradas norte-americanas, perambulou por lá por quatro semanas (o menor tempo que um álbum do KISS já esteve por lá, mas ao menos esteve por lá) e, como já relatado, emplacou “Jungle” nos charts especializados. Permanece como um dos únicos, juntamente de Music From The Elder e Sonic Boom, além do recém-lançado Monster, a não conquistarem ao menos um disco de ouro na terra do Tio Sam.

Mas vale ressaltar que a audição desse disco é altamente recomendada. Até hoje no clima de revival que o KISS assumiu desde Psycho Circus, em 1998, nunca mais veremos a trupe se desvincular tanto de sua sonoridade consagrada como aqui.



Paul Stanley (vocal em 2, 3, 5, 6, 8 e 11; guitarra)
Gene Simmons (vocal em 1, 4, 7, 9 e 10; baixo)
Bruce Kulick (vocal em 12; guitarra; violão de 6 e 12 cordas; baixo em 2, 5, 6, 8, 11 e 12)
Eric Singer (bateria, percussão)

01. Hate
02. Rain
03. Master & Slave
04. Childhood’s End
05. I Will Be There
06. Jungle
07. In My Head
08. It Never Goes Away
09. Seduction Of The Innocent
10. I Confess
11. In The Mirror
12. I Walk Alone


Fonte: Whiplash


Paul McCartney diz que Yoko Ono não foi a culpada pelo fim dos Beatles




Ex-beatle absolve a artista de qualquer responsabilidade e afirma que John Lennon não teria composto “Imagine” se não fosse pela influência dela

Paul McCartney afirmou em uma entrevista para David Frost, na TV britânica, que Yoko Ono não foi a responsável pelo fim dos Beatles.

"Ela certamente não separou o grupo”, disse o ex-beatle, afirmando que, para ele, Yoko não deve ser culpada de nada e que John Lennon sairia do grupo de qualquer maneira.

A declaração dele desafia toda uma linha de seguidores e fãs dos Fab Four que responsabilizam a viúva de Lennon pelo fim da banda. A revelação de Paul faz parte de uma entrevista de uma hora que irá ao ar na versão inglesa da emissora Al Jazeera em novembro.

Entre outros assuntos, McCartney ainda falou que Lennon não conseguiria ter composto “Imagine” sem a ajuda de Yoko. “Parte do apelo dela era seu lado avant garde, a visão dela das coisas”, disse. "Ela mostrou a ele uma nova forma de ser que o atraía muito. Então, era a hora de John sair."

Fonte: Rollingstone



Assista show bootleg completo do Tomahawk em Nashville





Clique aqui para assistir a um show bootleg completo do Tomahawk no Exit/In em Nashville, Tenesse, datado do último dia 27/10.

O Tomahawk está escalado para o Lollapalooza Brasil 2013 e tem disco novo programado para 29 de janeiro, o aguardado "Oddfellows".

Fonte: Zona Punk

Metallica: "Hesher", filme inspirado em Cliff Burton



A influência do METALLICA no filme do diretor Spencer Susser pode ser notada de forma imediata pelas letras que consagraram o logotipo da banda e foram usadas também para o nome do filme. Além disso, várias músicas da banda, que foi uma das precursoras do thrash metal, formam a trilha sonora do filme o que é raro, já que os integrantes do METALLICA não costumam autorizar o uso de suas músicas. O que faz deste filme uma exceção é que o personagem Hesher (Joseph Gordon-Levitt) foi inspirado em Cliff Burton, o genial baixista que morreu em um acidente com o ônibus da banda em 1986, e a encenação realmente lembra o músico.

O roteiro transita entre drama e comédia para mostrar o inusitado encontro do pequeno TJ (Devin Brochu), que acabou de perder a mãe, com Hesher, que entra na vida do garoto por acaso e se recusa a deixá-lo em paz – quase como um Bartleby, de Herman Melville – mas apesar de não se encaixar na realidade na qual se encontra, assim como o personagem da literatura, Hesher não se aquieta e reage, ora com violência, ora com discursos recheados de metáforas vulgares, portanto cômicas, para ilustrar situações sérias.

Com o desenrolar das histórias dos dois personagens é possível notar certa relação entre o estilo de vida de ambos, sendo que a forma com que Hesher trata TJ, muitas vezes parecendo mais com desdém do que com amizade, indica a forma com que provavelmente foi tratado e se habituou, ou seja, sempre sozinho, sem poder contar com outras pessoas e com uma necessidade latente de encarar as dificuldades da vida. Sem escrúpulos Hesher parece ter a personalidade imbatível, sendo que não há situação ruim que um pouco de adrenalina não resolva – e quem acompanhou alguns relatos sobre a cena thrash metal do início dos anos 80 sabe como costumavam ficar os camarins das bandas, formadas por jovens como o personagem.

Um indivíduo como Hesher não passa a agir de forma agressiva sem motivos e o filme de Susser é uma proposta interessante para ver dois períodos da vida de um estereótipo em momentos diferentes, pois uma das interpretações possíveis é que TJ é um Hesher em formação. Em um extremo o garoto acabou de perder a mãe e como se isso já não fosse bem difícil ainda tem que lidar com a hostilidade na escola, as atitudes patéticas de seu pai (Rainn Wilson), que de todas as maneiras de lidar com a súbita perda da esposa parece escolher sempre as piores, e o amor platônico que cria por Nicole (Natalie Portman), sendo que a atração de TJ pela moça pode ser explicada muito mais por uma espécie de Édipo, com o garoto vendo na moça que o defendeu a figura da mãe que ele teve que abandonar, mais do que propriamente uma atração pelo feminino.

Em meio a todas essas dificuldades o outro extremo é Hesher, que pela convivência acaba servindo de modelo para o garoto. A forma rude de resolver os problemas e os discursos, nos quais a discrepância entre forma e conteúdo pode desagradar a quem assiste, passam a influenciar TJ em suas atitudes. O garoto também é forçado por Hesher a enfrentar seus medos e sua timidez, como talvez o controverso personagem também tenha sido forçado. Indiretamente TJ é instruído a valorizar sua família e isso indica que Hesher dá valor ao que não teve, sobretudo com os divertidos diálogos entre o cabeludo, coberto com tatuagens caseiras bem toscas, e a avó de TJ. Em mais uma referência a Cliff Burton, o diretor coloca a música “Anesthesia”, em off, tocada por Hesher. Poucos além do lendário baixista poderiam compor um solo tão elaborado ainda no começo da carreira, o que aproxima o personagem do músico e é mais uma obra do METALLICA com a qual TJ entra em contato.

Hesher tem o mérito de trazer para as telas um protagonista cujo estilo de vida é muitas vezes até marginalizado, porém muito comum desde o início dos anos 80. Sem dúvida muitos se identificarão com o bom humor incompreendido, as insanidades e o lado obscuro do personagem, que não se encaixa em um mundo no qual realmente não vale a pena se encaixar. A maneira informal de Hesher é desprezada pelo que geralmente é formal e no mínimo risível, como as atitudes do pai de TJ diante dos problemas.

Difícil dizer se o jovem se tornará mais um Hesher quando crescer um pouco, mas se por um lado explosões de violência não são o melhor exemplo para o menino, por outro ele teve uma forte referência de vida intensa e de uma personalidade que não se resigna aos problemas, enfrentando todos ao invés de baixar a cabeça. Na atual época do “politicamente correto”, na qual parece haver uma obsessão por afastar as crianças do que seria ruim, Hesher nos mostra que a essência dos problemas é mais complexa do que a dicotomia entre certo e errado.



Fonte: Whiplash 


My Chemical Romance divulga duas faixas inéditas





O My Chemical Romance divulgou as duas primeiras faixas do disco "Conventional Weapons". As faixas, que se chamam "Boy Division" e "Tomorrow's Money" foram lançadas nesta sexta-feira, 26.

“Conventional Weapons” é um disco que trará 10 músicas gravadas em 2009 durante as sessões para o quarto álbum da banda, "Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys". 

Fonte: Territoriodamusica


Worst: Banda lança videoclipe da música 'Vícios'



Formada pelos amigos Fernando Schaefer (Paura/ Pavilhão9/ Treta / The Silence) e Thiago Monstrinho (Medellin / Presto?/Chorume), a banda Worst é o resultado de 10 anos de amizade entre os bateristas.

Essa mistura de ideias e estilo resultou na produção e lançamento do álbum “Te Desejo Todo Mal Do Mundo” que surpreendeu a todos por conta de sua proposta direta e rendeu à banda uma parceria de sucesso com a renomada One Voice, que cuidará de toda a parte de distribuição do álbum no Brasil.

Recentemente a banda gravou seu o primeiro videoclipe, tendo escolhido a música “ Vícios” para tal feito.

O local onde foi filmado o clip fica nas imediações da Avenida Águas Espraiadas em São Paulo, e além dos músicos da banda, uma galera da cena marcou presença no local para acompanhar e participar das gravações.

O lançamento oficial aconteceu no site da banda e o resultado pode ser conferido no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=RiWvCCGOQuw

Worst chegou para mudar a visão do verdadeiro Hardcore nacional. 

Em paralelo, a banda segue agendando shows para promover o novo álbum e anuncia participação no 18° Goiânia Noise Festival no dia 09 de Novembro de 2012. 

Fonte: Roadiecrew