PMs são suspeitos de matar jovem e esconder o corpo em matagal
A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual pediram à Justiça a decretação da prisão de quatro PMs investigados sob suspeita de terem matado um jovem de 16 anos e escondido o corpo dele em um matagal.
Thiago Júnior da Silva, 16, sumiu após operação de PMs do 31º Batalhão em 17 de março, no Parque Santos Dumont, Guarulhos (Grande SP).
O corpo do jovem só foi encontrado no dia seguinte por sua mãe, Eliana Cristina da Silva, que começou as buscas após ser informada por amigos do filho sobre a possível violência por parte dos PMs.
Segundo os PMs Paulo Hernandes Bastos, Ednaldo Alves da Silva, Edilson Luís de Oliveira e Fábio Henrique da Silva, Thiago estava com um grupo de outros três jovens e um deles teria atirado contra o carro da PM.
Ainda de acordo com os policiais, dois desses jovens foram presos sob suspeita de tráfico de drogas e Thiago e o outro adolescente fugiram.
Uma testemunha ouvida pela polícia, entretanto, contestou a versão dos PMs. De acordo com essa testemunha, Thiago foi abordado pelos quatro policiais e implorou para não ser morto.
O tiro que matou Thiago, segundo a perícia, apresentava marca de "tatuagem", ou seja, foi disparado com a arma muito perto ou encostada em seu corpo.
O tenente-coronel Antonio de Mello Belucci, comandante do 31º Batalhão, e os quatro PMs investigados não foram localizados na noite de ontem para comentar o caso.
Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que o Estado tem responsabilidade na morte de outro jovem, Yago Batista de Souza, 17, e diz que irá indenizar sua família. Ele morreu após ser baleado no sábado por um PM em frente ao prédio onde vivia, em Itaquera, zona leste paulistana. O policial, que foi preso, afirma que o tiro foi acidental.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1077086-pms-sao-suspeitos-de-matar-jovem-e-esconder-o-corpo-em-matagal.shtml
terça-feira, 17 de abril de 2012
MATERIA DO DIA - Guns N' Roses e Red Hot Chili Peppers
Guns N' Roses e Red Hot Chili Peppers levam mágica à cerimônia do Hall da Fama do Rock
Fãs vaiam Axl Rose, cuja ausência não desanimou os espíritos no evento realizado no último sábado, 14
Entrando no Auditório Público de Cleveland, Ohio, para a 27ª cerimônia de introdução ao Hall da Fama do Rock, no último sábado, 14, foi difícil não pensar no Titanic batendo em um iceberg nesse mesmo dia, há cem anos. Nos dias anteriores, Axl Rose e Rod Stewart, duas das maiores estrelas deste ano, disseram que não estariam presentes, tornando uma reunião completa tanto do Faces, quanto do Guns N' Roses, impossível. O guitarrista do Red Hot Chili Peppers John Frusciante optou por não ir e o Beastie Boy Adam Yauch ficou em casa, já que continua se recuperando do câncer.
Daria para se pensar que essas ausências afundariam a cerimônia no fundo do Oceano Atlântico, mas acabou que elas não importaram muito. Aliás, foi uma das melhores cerimônias dos últimos tempos. "Não sei se importa quem está aqui hoje porque o importante é a música que essas bandas tocaram", disse o baixista do Guns N' Roses Duff McKagan durante o discurso dele. Minutos depois de falar isso, McKagan atravessou o palco para trocar três músicas explosivas do Guns N' Roses ao lado de Slash, o guitarrista Gilby Clarke, o vocalista do Alter Bridge Myles Kennedy e os bateristas Matt Sorum e Steven Adler.
Os fãs gritaram “foda-se o Axl" ao longo de boa parte da noite, mas na hora que o grupo começou a executar "Mr. Brownstone", a decisão de Rose e de Izzy Stradlin de não comparecer foi totalmente esquecida e esse line-up reunido pela primeira vez na ocasião provou que conseguia dar vida novamente ao espírito GNR. Adler estava sorrindo de orelha a orelha durante "Sweet Child O' Mine", tocada com notas perfeitas, e o final com "Paradise City" tinha quase todo mundo na plateia gritando a plenos pulmões. Um cantor poderoso, Kennedy alcançou cada nota patenteada por Axl perfeitamente.
O Faces também encarou o desafio de estar sem seu vocalista principal, escalando Mick Hucknall, do Simply Red, para preencher a vaga. Ele fez muitos shows com o grupo nos últimos anos e soa exatamente como um Rod Stewart do início da década de 70. "Ooh La La" foi bem divertida, mas eles destruíram mesmo com "Stay With Me". Ron Wood tocou guitarra com paixão e quase como se estivesse tentando provar a Mick e Keith que está em forma para uma turnê dos Rolling Stones. Ian McLagan demonstrou que ainda é um dos maiores tecladistas do rock and roll e o baterista Kenny Jones ainda tem o talento que lhe deu o emprego de Keith Moon no fim dos anos 70. E fica a esperança de que um dia Rod tome juízo e concorde em fazer uma turnê com esses caras.
O Beastie Boys não tinha nenhuma intenção de se apresentar sem Adam Yauch, então o Roots, junto a Kid Rock e Travie McCoy, do Gym Class Heroes, fizeram um medley incrível de clássicos do Beastie, incluindo “Sabotage" e "So What'cha Want". Rock, Black Thought e McCoy estavam usando abrigos verdes e idênticos da Adidas e fizeram um ótimo trabalho em canalizar a energia e o espírito do trio revolucionário.
A noite começou com uma performance surpresa do Green Day, que fez uma rendição bombástica de "Letterbomb", lado b do disco American Idiot. Poucos na plateia pareciam conhecer a música, mas Billie Joe Armstrong conseguiu segurar o ambiente como um profissional e deixou todo mundo empolgado para a longa noite de música e discursos que viria pela frente. Conforme é tradição, o cofundador do Hall da Fama do Rock Jann Wenner falou ao público logo no início. "Eu acredito na mágica do rock and roll", ele disse. "Essa mágica pode te dar liberdade. Senhoras e senhores, esta noite vocês entraram em um lugar onde a mágica acontece."
Billy Gibbons e Dusty Hill, do ZZ Top, fizeram o primeiro discurso de apresentação da noite, homenageando o falecido guitarrista do blues Freddie King. A filha de King, Wanda, falou carinhosamente sobre o pai. "Ele inspirou tantos artistas jovens do blues. Lembro de ir a um show quando tinha 14 anos e conhecer Stevie Ray Vaughan pela primeira vez. Ele disse ao meu pai ‘como posso tocar blues como você?’ E meu pai disse ‘se você não sentir o blues, nunca vai poder tocar o blues'."
Após uma eletrizante batalha de blues na guitarra entre Gibbons, Joe Bonamassa e Derek Trucks com as músicas de King "Hideaway" e "Going Down", John Mellencamp subiu ao palco para introduzir Donovan. "Ele foi minha inspiração”, Mellencamp disse. "Eu não simplesmente ouvia Donovan. Eu vivia Donovan, o que quer dizer que roubava tudo de Donovan. Outros artistas – e vocês sabem quem são – chamavam isso de estar inspirado." Donovan leu um curto poema e depois tocou "Catch the Wind" e "Sunshine Superman" antes de fazer um dueto com Mellencamp em "Season of the Witch".
Bette Midler caiu no choro perto do fim do discurso dela sobre Laura Nyro, que morreu de câncer no ovário em 1997. "Em um mundo cheio de imitadores dizendo 'finja até que chegue lá’, ela era completamente original", disse Midler. "Ela estava em uma categoria própria. Quando você coloca um disco dela, parece que foi feito ontem. Ela incorporava tudo que a gente gostaria de ser, se tivéssemos coragem… era um enfeite na Terra. Estamos todos muito satisfeitos de ver esse dia chegar finalmente." Sara Bareilles homenageou Nyro com uma bela versão de “Stoney End" feita ao piano.
Muitos artistas não-performáticos também foram homenageados durante a cerimônia. Carole King introduziu Don Kirshner, que foi chefe e mentor dela durante o período em que foi compositora do Brill Building, no fim da década de 50 e início da de 60. Darlene Love fez tributo ao executivo da indústria com uma versão extremamente poderosa de "Will You Still Love Me Tomorrow", que ela cantou ao lado de Paul Shaffer e a CBS Orchestra. Mais tarde, Robbie Robertson apresentou o Prêmio de Excelência Musical a Cosimo Matassa, Glyn Jones e Tom Dowd.
No meio da noite, o Hall da Fama se redimiu por algumas pessoas que deixou escapar de suas listas, de forma que Smokey Robinson introduziu The Blue Caps (que acompanhava Gene Vincent), The Comets (Bill Haley), The Crickets (Buddy Holly), The Famous Flames (James Brown), The Midnighters (Hank Ballard) e The Miracles, que acompanhava Robinson nas primeiras duas décadas da carreira dele. Os integrantes sobreviventes dos seis grupos subiram ao palco juntos e foi muito comovente ver esses músicos que foram ignorados no passado finalmente ganharem o crédito que merecem pelo grande papel deles na história do rock.
O frontman do Public Enemy Chuck D e LL Cool J se uniram para introduzir o Beastie Boys. "Eles ainda são a maiores atração ao vivo que existe”, disse Chuck D. "Eles desafiaram as convenções na indústria musical e fizeram suas próprias regras sobre o que é ser um cara do hip hop reconhecido mundialmente... eles sempre insistiram em amadurecer como músicos e seres humanos." LL Cool J disse que deve sua carreira toda aos Beasties. "Eu não estaria aqui hoje sem eles”, afirmou. "O Beastie Boys tocou minha demo para Rick Rubin no quarto dele na NYU. Muita gente não sabe disso."
Adam Horowitz leu para o público uma carta de Yauch. "Gostaria de dedicar isso aos meus irmãos Adam e Mike", escreveu. "Eles rodaram o mundo todo comigo. É também para qualquer um que tenha sido tocado alguma vez pela nossa banda. Essa homenagem é tanto nossa quanto de vocês."
O Green Day pareceu a princípio ser uma escolha inusitada para introduzir o Guns N' Roses, mas Billie Joe Armstong falou de forma bastante eloquente sobre o grupo. "Appetite For Destruction é o maior disco de estreia de todos os tempos. Cada faixa bate com força em todos os níveis de emoção e te levam em uma jornada através do submundo de Los Angeles, em uma sequência brutal. A coisa que os destacou em relação a todo o resto foi coragem, coração e alma. Mais importante ainda, eles falavam a verdade."
Nenhum integrante do Guns N' Roses mencionou Axl Rose pelo nome em seu discurso. Matt Sorum brincou com Steven Adler por ele, de alguma forma, conseguido ter sido demitido do Guns N' Roses por causa de vício em drogas e Adler fez um discurso surpreendentemente curto que culminou com ele citando "We Are the Champions", do Queen. Slash admitiu que todo o drama que antecedeu a cerimônia quase fez com que ele desistisse de ir, mas que sua esposa acabou por convencê-lo. O tecladista Dizzy Reed e o guitarrista Izzy Stradlin optaram por não ir.
Era mais ou menos 0h30 quando Chris Rock subiu ao pódio para introduzir o Red Hot Chili Peppers. "Muita gente está chateada porque Axl não veio hoje. Mas vamos encarar os fatos. Mesmo que ele viesse hoje, não estaria mais aqui a esta altura. Onde está Axl?". Ele explicou que a primeira vez que viu o Red Hot Chili Peppers foi quando tentou ver o Grandmaster Flash na Filadélfia, mas entrou na casa noturna errada. "Eu e meu amigos ficamos pensando ‘que merda é essa? Tem muita gente branca aqui'", disse Rock. "Eles começaram e eu não entendia uma palavra do que falavam e eles estavam usando uma meia no pinto! Eu nunca tinha ido em um show de brancos antes então achei que todos eles fizessem isso. Anos mais tarde, eles são um dos maiores grupos do mundo e estão sendo introduzidos ao Hall da Fama do Rock. Eles estão usando gravatas no pinto hoje."
John Frusciante pode ter ficado em casa, mas os ex-bateristas Jack Irons e Cliff Martinez estavam lá. À 01h, o grupo, com três bateristas, fez um set de três músicas com "By the Way", "The Adventures of Rain Dance Maggie" e "Give It Away". "Eu não toco com Cliff faz 25 anos!", Flea disse para a multidão. “Ele é um homem lindo.”
No fim de "Give It Away", Anthony Kiedis convidou todo mundo para subir ao palco. Slash, Ron Wood, Billie Joe Armstrong, Kenny Jones e até George Clinton, que estava na plateia, se apertaram para um final eufórico com "Higher Ground", de Stevie Wonder. De uma maneira típica do Hall da Fama, a jam foi completamente caótica, mas todo mundo parecia estar se divertindo muito. O show de cinco horas e meia terminou à 01h30, conforme as pessoas vazavam pelas ruas de Cleveland procurando seus carros ou alguma festa – e ninguém estava falando de Axl Rose. Acabou que as pessoas nem precisavam dele.
Fonte: http://www.rollingstone.com.br/noticia/guns-n-roses-e-red-hot-chili-peppers-levam-magica-cerimonia-do-hall-da-fama-do-rock/
Fãs vaiam Axl Rose, cuja ausência não desanimou os espíritos no evento realizado no último sábado, 14
Entrando no Auditório Público de Cleveland, Ohio, para a 27ª cerimônia de introdução ao Hall da Fama do Rock, no último sábado, 14, foi difícil não pensar no Titanic batendo em um iceberg nesse mesmo dia, há cem anos. Nos dias anteriores, Axl Rose e Rod Stewart, duas das maiores estrelas deste ano, disseram que não estariam presentes, tornando uma reunião completa tanto do Faces, quanto do Guns N' Roses, impossível. O guitarrista do Red Hot Chili Peppers John Frusciante optou por não ir e o Beastie Boy Adam Yauch ficou em casa, já que continua se recuperando do câncer.
Daria para se pensar que essas ausências afundariam a cerimônia no fundo do Oceano Atlântico, mas acabou que elas não importaram muito. Aliás, foi uma das melhores cerimônias dos últimos tempos. "Não sei se importa quem está aqui hoje porque o importante é a música que essas bandas tocaram", disse o baixista do Guns N' Roses Duff McKagan durante o discurso dele. Minutos depois de falar isso, McKagan atravessou o palco para trocar três músicas explosivas do Guns N' Roses ao lado de Slash, o guitarrista Gilby Clarke, o vocalista do Alter Bridge Myles Kennedy e os bateristas Matt Sorum e Steven Adler.
Os fãs gritaram “foda-se o Axl" ao longo de boa parte da noite, mas na hora que o grupo começou a executar "Mr. Brownstone", a decisão de Rose e de Izzy Stradlin de não comparecer foi totalmente esquecida e esse line-up reunido pela primeira vez na ocasião provou que conseguia dar vida novamente ao espírito GNR. Adler estava sorrindo de orelha a orelha durante "Sweet Child O' Mine", tocada com notas perfeitas, e o final com "Paradise City" tinha quase todo mundo na plateia gritando a plenos pulmões. Um cantor poderoso, Kennedy alcançou cada nota patenteada por Axl perfeitamente.
O Faces também encarou o desafio de estar sem seu vocalista principal, escalando Mick Hucknall, do Simply Red, para preencher a vaga. Ele fez muitos shows com o grupo nos últimos anos e soa exatamente como um Rod Stewart do início da década de 70. "Ooh La La" foi bem divertida, mas eles destruíram mesmo com "Stay With Me". Ron Wood tocou guitarra com paixão e quase como se estivesse tentando provar a Mick e Keith que está em forma para uma turnê dos Rolling Stones. Ian McLagan demonstrou que ainda é um dos maiores tecladistas do rock and roll e o baterista Kenny Jones ainda tem o talento que lhe deu o emprego de Keith Moon no fim dos anos 70. E fica a esperança de que um dia Rod tome juízo e concorde em fazer uma turnê com esses caras.
O Beastie Boys não tinha nenhuma intenção de se apresentar sem Adam Yauch, então o Roots, junto a Kid Rock e Travie McCoy, do Gym Class Heroes, fizeram um medley incrível de clássicos do Beastie, incluindo “Sabotage" e "So What'cha Want". Rock, Black Thought e McCoy estavam usando abrigos verdes e idênticos da Adidas e fizeram um ótimo trabalho em canalizar a energia e o espírito do trio revolucionário.
A noite começou com uma performance surpresa do Green Day, que fez uma rendição bombástica de "Letterbomb", lado b do disco American Idiot. Poucos na plateia pareciam conhecer a música, mas Billie Joe Armstrong conseguiu segurar o ambiente como um profissional e deixou todo mundo empolgado para a longa noite de música e discursos que viria pela frente. Conforme é tradição, o cofundador do Hall da Fama do Rock Jann Wenner falou ao público logo no início. "Eu acredito na mágica do rock and roll", ele disse. "Essa mágica pode te dar liberdade. Senhoras e senhores, esta noite vocês entraram em um lugar onde a mágica acontece."
Billy Gibbons e Dusty Hill, do ZZ Top, fizeram o primeiro discurso de apresentação da noite, homenageando o falecido guitarrista do blues Freddie King. A filha de King, Wanda, falou carinhosamente sobre o pai. "Ele inspirou tantos artistas jovens do blues. Lembro de ir a um show quando tinha 14 anos e conhecer Stevie Ray Vaughan pela primeira vez. Ele disse ao meu pai ‘como posso tocar blues como você?’ E meu pai disse ‘se você não sentir o blues, nunca vai poder tocar o blues'."
Após uma eletrizante batalha de blues na guitarra entre Gibbons, Joe Bonamassa e Derek Trucks com as músicas de King "Hideaway" e "Going Down", John Mellencamp subiu ao palco para introduzir Donovan. "Ele foi minha inspiração”, Mellencamp disse. "Eu não simplesmente ouvia Donovan. Eu vivia Donovan, o que quer dizer que roubava tudo de Donovan. Outros artistas – e vocês sabem quem são – chamavam isso de estar inspirado." Donovan leu um curto poema e depois tocou "Catch the Wind" e "Sunshine Superman" antes de fazer um dueto com Mellencamp em "Season of the Witch".
Bette Midler caiu no choro perto do fim do discurso dela sobre Laura Nyro, que morreu de câncer no ovário em 1997. "Em um mundo cheio de imitadores dizendo 'finja até que chegue lá’, ela era completamente original", disse Midler. "Ela estava em uma categoria própria. Quando você coloca um disco dela, parece que foi feito ontem. Ela incorporava tudo que a gente gostaria de ser, se tivéssemos coragem… era um enfeite na Terra. Estamos todos muito satisfeitos de ver esse dia chegar finalmente." Sara Bareilles homenageou Nyro com uma bela versão de “Stoney End" feita ao piano.
Muitos artistas não-performáticos também foram homenageados durante a cerimônia. Carole King introduziu Don Kirshner, que foi chefe e mentor dela durante o período em que foi compositora do Brill Building, no fim da década de 50 e início da de 60. Darlene Love fez tributo ao executivo da indústria com uma versão extremamente poderosa de "Will You Still Love Me Tomorrow", que ela cantou ao lado de Paul Shaffer e a CBS Orchestra. Mais tarde, Robbie Robertson apresentou o Prêmio de Excelência Musical a Cosimo Matassa, Glyn Jones e Tom Dowd.
No meio da noite, o Hall da Fama se redimiu por algumas pessoas que deixou escapar de suas listas, de forma que Smokey Robinson introduziu The Blue Caps (que acompanhava Gene Vincent), The Comets (Bill Haley), The Crickets (Buddy Holly), The Famous Flames (James Brown), The Midnighters (Hank Ballard) e The Miracles, que acompanhava Robinson nas primeiras duas décadas da carreira dele. Os integrantes sobreviventes dos seis grupos subiram ao palco juntos e foi muito comovente ver esses músicos que foram ignorados no passado finalmente ganharem o crédito que merecem pelo grande papel deles na história do rock.
O frontman do Public Enemy Chuck D e LL Cool J se uniram para introduzir o Beastie Boys. "Eles ainda são a maiores atração ao vivo que existe”, disse Chuck D. "Eles desafiaram as convenções na indústria musical e fizeram suas próprias regras sobre o que é ser um cara do hip hop reconhecido mundialmente... eles sempre insistiram em amadurecer como músicos e seres humanos." LL Cool J disse que deve sua carreira toda aos Beasties. "Eu não estaria aqui hoje sem eles”, afirmou. "O Beastie Boys tocou minha demo para Rick Rubin no quarto dele na NYU. Muita gente não sabe disso."
Adam Horowitz leu para o público uma carta de Yauch. "Gostaria de dedicar isso aos meus irmãos Adam e Mike", escreveu. "Eles rodaram o mundo todo comigo. É também para qualquer um que tenha sido tocado alguma vez pela nossa banda. Essa homenagem é tanto nossa quanto de vocês."
O Green Day pareceu a princípio ser uma escolha inusitada para introduzir o Guns N' Roses, mas Billie Joe Armstong falou de forma bastante eloquente sobre o grupo. "Appetite For Destruction é o maior disco de estreia de todos os tempos. Cada faixa bate com força em todos os níveis de emoção e te levam em uma jornada através do submundo de Los Angeles, em uma sequência brutal. A coisa que os destacou em relação a todo o resto foi coragem, coração e alma. Mais importante ainda, eles falavam a verdade."
Nenhum integrante do Guns N' Roses mencionou Axl Rose pelo nome em seu discurso. Matt Sorum brincou com Steven Adler por ele, de alguma forma, conseguido ter sido demitido do Guns N' Roses por causa de vício em drogas e Adler fez um discurso surpreendentemente curto que culminou com ele citando "We Are the Champions", do Queen. Slash admitiu que todo o drama que antecedeu a cerimônia quase fez com que ele desistisse de ir, mas que sua esposa acabou por convencê-lo. O tecladista Dizzy Reed e o guitarrista Izzy Stradlin optaram por não ir.
Era mais ou menos 0h30 quando Chris Rock subiu ao pódio para introduzir o Red Hot Chili Peppers. "Muita gente está chateada porque Axl não veio hoje. Mas vamos encarar os fatos. Mesmo que ele viesse hoje, não estaria mais aqui a esta altura. Onde está Axl?". Ele explicou que a primeira vez que viu o Red Hot Chili Peppers foi quando tentou ver o Grandmaster Flash na Filadélfia, mas entrou na casa noturna errada. "Eu e meu amigos ficamos pensando ‘que merda é essa? Tem muita gente branca aqui'", disse Rock. "Eles começaram e eu não entendia uma palavra do que falavam e eles estavam usando uma meia no pinto! Eu nunca tinha ido em um show de brancos antes então achei que todos eles fizessem isso. Anos mais tarde, eles são um dos maiores grupos do mundo e estão sendo introduzidos ao Hall da Fama do Rock. Eles estão usando gravatas no pinto hoje."
John Frusciante pode ter ficado em casa, mas os ex-bateristas Jack Irons e Cliff Martinez estavam lá. À 01h, o grupo, com três bateristas, fez um set de três músicas com "By the Way", "The Adventures of Rain Dance Maggie" e "Give It Away". "Eu não toco com Cliff faz 25 anos!", Flea disse para a multidão. “Ele é um homem lindo.”
No fim de "Give It Away", Anthony Kiedis convidou todo mundo para subir ao palco. Slash, Ron Wood, Billie Joe Armstrong, Kenny Jones e até George Clinton, que estava na plateia, se apertaram para um final eufórico com "Higher Ground", de Stevie Wonder. De uma maneira típica do Hall da Fama, a jam foi completamente caótica, mas todo mundo parecia estar se divertindo muito. O show de cinco horas e meia terminou à 01h30, conforme as pessoas vazavam pelas ruas de Cleveland procurando seus carros ou alguma festa – e ninguém estava falando de Axl Rose. Acabou que as pessoas nem precisavam dele.
Fonte: http://www.rollingstone.com.br/noticia/guns-n-roses-e-red-hot-chili-peppers-levam-magica-cerimonia-do-hall-da-fama-do-rock/
MUSICA DO DIA - Faith No More - Edge of The World
Edge Of The World
Come here, my love
I'll tell you a secret
Come closer, now
I want you to believe it
I'll tell you all the things
You want to hear
Don't worry, baby
There's nothing to fear
Hey, little girl
Would you like some candy?
Look into my eyes
I've seen it all
Hand in hand
Together we fall
We'll sing and dance
And we'll find romance
And we'll stroll to the edge of the world
Come sit right down
Lay your head on my shoulder
It's not the point
That I'm forty years older
You can trust me
I'm no criminal
But I'd kill my mother
To be with you
We'll sing and dance
And we'll find romance
And we'll stroll to the edge of the world
Give me a smile
Let me see those pearlies
I'll do anything
For the little girlies...
Limite do Mundo
Venha aqui meu amor
Vou contar-lhe um segredo
Venha mais perto agora
Eu quero que você acredite
Eu irei te contar tudo
que você quiser escutar
Não preocupe-se baby,
não tens o que temer
Ei garotinha,
Você quer algum doce?
Olhe nos meus olhos
eu vejo tudo
De mãos dadas
nós caímos
Nós cantaremos e dançaremos
E acharemos romântico
E daremos uma volta à margem do mundo
Venha sentar-se logo
Deite sua cabeça em meu ombro
Esse não é o ponto
Que eu sou quarenta anos mais velho
Você pode confiar em mim
eu não sou um criminoso
Mas eu poderia matar minha mãe
para estar com você
Nós cantaremos e dançaremos
E acharemos romântico
E daremos uma volta à margem do mundo
Sorria para mim
Deixe-me ver essas pérolas
Eu farei qualquer coisa
Para as garotinhas...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
ESPECIAL - NIRVANA
Nirvana foi uma banda estadunidense de rock formada pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain e pelo baixista Krist Novoselic em Aberdeen em 1987. Vários bateristas passaram pelo Nirvana, sendo o que mais tempo ficou na banda foi Dave Grohl, que entrou em 1990.
No final da década de 1980 o Nirvana se estabeleceu como parte da cena grunge de Seattle, lançando seu primeiro álbum, Bleach, pela gravadora independente Sub Pop em 1989. A banda eventualmente chegou a desenvolver um som que se baseava em contrastes dinâmicos, muitas vezes entre versos calmos e barulhentos, e refrões pesados. Depois de assinar com a gravadora DGC Records, o grupo encontrou o sucesso inesperado com "Smells Like Teen Spirit", o primeiro single do segundo álbum da banda, Nevermind (1991). O sucesso repentino da banda amplamente popularizou o rock alternativo como um todo, e como o vocalista da banda, Cobain se encontrou referido na mídia como o "porta-voz de uma geração", com o Nirvana sendo considerado a "principal banda" da Geração X. O terceiro álbum de estúdio do Nirvana, In Utero (1993), desafiou a audiência do grupo, apresentando um som abrasivo, menos mainstream.
A breve duração do Nirvana terminou após o suicídio de Cobain em 1994, mas vários lançamentos póstumos têm sido emitidos desde que, supervisionados por Novoselic, Grohl e pela viúva de Cobain, Courtney Love. Desde a sua estreia, a banda já vendeu mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo, sendo que 25 milhões foram vendidos só no Estados Unidos
Formação e primeiros anos
Cobain e Novoselic conheceram-se quando estudavam na Aberdeen High, apenas de vista, de acordo com Cobain. Os dois acabaram por se tornar amigos enquanto frequentavam ensaios do Melvins (banda muito conhecida no cenário local). Cobain queria formar uma banda com Novoselic, mas Novoselic não respondia à suas propostas, que incluía entregar-lhe uma fita demo do projeto Fecal Matter. Três anos depois dos dois se encontrarem pela primeira vez, Novoselic notifica Cobain que ele tinha ouvido finalmente a demo do Fecal Matter que Cobain lhe tinha dado, e sugere que eles comecem uma banda. Os dois recrutam Bob McFadden na bateria, mas depois de um mês, o projeto desfaz-se. No inverno de 1987, Cobain e Novoselic recrutam o baterista Aaron Burckhard. O trio ensaiava o material da demo do Fecal Matter de Cobain, mas começaram a escrever o novo material logo após a formação.
Durante os primeiros meses, a banda passou por uma série de nomes, começando como Skid Row e depois Pen Cap Chew, Bliss e Ted Ed Fred. O grupo finalmente estabeleceu-se como Nirvana, que Cobain disse que foi escolhido porque "eu queria um nome que fosse uma espécie de bonito ou agradável e bonito em vez de um nome punk rock mesquinho, obsceno como Angry Samoans". Com Novoselic e Cobain tendo-se mudado para Tacoma e Olympia, respectivamente, os dois perderam contacto temporariamente com Burckhard. Os dois, como alternativa, ensaiavam com Dale Crover do Melvins, e Nirvana gravava as suas primeiras demos em janeiro de 1988. No início de 1988, Crover muda-se para São Francisco mas recomenda Dave Foster para a banda como seu substituto na bateria.A ocupação de Foster com o Nirvana durou apenas alguns meses; durante um breve período na prisão, ele foi substituído pelo retorno de Burckhard, que ele mesmo não permaneceu na banda depois de contar a Cobain que estava de ressaca para ensaiar num dia. Cobain e Novoselic colocaram um anúncio na publicação musical de Seattle The Rocket procurando por um baterista substituto no qual só conseguiram respostas insatisfatórias. Enquanto isso, um amigo em comum apresentou-os Chad Channing, e os três músicos concordaram em tocar juntos. Channing continuava a tocar com Cobain e Novoselic, embora o baterista tivesse comentado: "Eles nunca realmente disseram: 'Ok, você está dentro.'", e ele fazia o seu primeiro show com a banda em maio
Primeiros lançamentos
Cobain e Novoselic conheceram-se quando estudavam na Aberdeen High, apenas de vista, de acordo com Cobain. Os dois acabaram por se tornar amigos enquanto frequentavam ensaios do Melvins (banda muito conhecida no cenário local). Cobain queria formar uma banda com Novoselic, mas Novoselic não respondia à suas propostas, que incluía entregar-lhe uma fita demo do projeto Fecal Matter. Três anos depois dos dois se encontrarem pela primeira vez, Novoselic notifica Cobain que ele tinha ouvido finalmente a demo do Fecal Matter que Cobain lhe tinha dado, e sugere que eles comecem uma banda. Os dois recrutam Bob McFadden na bateria, mas depois de um mês, o projeto desfaz-se.[6] No inverno de 1987, Cobain e Novoselic recrutam o baterista Aaron Burckhard. O trio ensaiava o material da demo do Fecal Matter de Cobain, mas começaram a escrever o novo material logo após a formação
Durante os primeiros meses, a banda passou por uma série de nomes, começando como Skid Row e depois Pen Cap Chew, Bliss e Ted Ed Fred. O grupo finalmente estabeleceu-se como Nirvana, que Cobain disse que foi escolhido porque "eu queria um nome que fosse uma espécie de bonito ou agradável e bonito em vez de um nome punk rock mesquinho, obsceno como Angry Samoans". Com Novoselic e Cobain tendo-se mudado para Tacoma e Olympia, respectivamente, os dois perderam contacto temporariamente com Burckhard. Os dois, como alternativa, ensaiavam com Dale Crover do Melvins, e Nirvana gravava as suas primeiras demos em janeiro de 1988.No início de 1988, Crover muda-se para São Francisco mas recomenda Dave Foster para a banda como seu substituto na bateria. A ocupação de Foster com o Nirvana durou apenas alguns meses; durante um breve período na prisão, ele foi substituído pelo retorno de Burckhard, que ele mesmo não permaneceu na banda depois de contar a Cobain que estava de ressaca para ensaiar num dia. Cobain e Novoselic colocaram um anúncio na publicação musical de Seattle The Rocket procurando por um baterista substituto no qual só conseguiram respostas insatisfatórias. Enquanto isso, um amigo em comum apresentou-os Chad Channing, e os três músicos concordaram em tocar juntos. Channing continuava a tocar com Cobain e Novoselic, embora o baterista tivesse comentado: "Eles nunca realmente disseram: 'Ok, você está dentro.'", e ele fazia o seu primeiro show com a banda em maio
Primeiros lançamentos
O Nirvana lançou o seu primeiro single, "Love Buzz", em novembro de 1988 pela gravadora independente Sub Pop, de Seattle. No mês seguinte, a banda começou a gravar o seu álbum de estreia, Bleach, com o produtor local Jack Endino. Bleach foi extremamente influenciado pelo rock pesado do Melvins e do Mudhoney, pelo punk rock da década de 1980, e pelo heavy metal do Black Sabbath da década de 1970. Novoselic disse em uma entrevista de 2001 com a Rolling Stone que a banda tinha tocado uma fita em sua van durante a turnê que tinha de um lado um álbum do The Smithereens e do outro um álbum da banda de black metal Celtic Frost, e notou que a combinação, provavelmente, teve uma influência também. O dinheiro para as sessões de gravação de Bleach, listado como US$ 606,17 no álbum, foi fornecido por Jason Everman. Everman foi posteriormente trazido para a banda como um segundo guitarrista. Embora Everman realmente não tocou no álbum, ele recebeu um crédito em Bleach porque, de acordo com Novoselic, eles "queriam que ele se sentisse mais a vontade na banda". Pouco antes do lançamento do álbum, o Nirvana insistiu em assinar um contrato mais extenso com a gravadora, tornando o grupo a primeira banda a fazer isso com a gravadora
Após o lançamento de Bleach em junho de 1989, o Nirvana embarcou em sua primeira turnê nacional, e o álbum se tornou o preferido das estações de rádio universitárias nacionalmente.Devido ao crescente descontentamento com Everman ao longo da turnê, o Nirvana cancelou as últimas datas e voltou para Washington. Ninguém disse a Everman que ele foi demitido na hora, embora mais tarde Everman afirmar que ele de fato deixou o grupo. Apesar da Sub Pop não promover Bleach tanto quanto os outros lançamentos, ele foi um vendedor estável,e obteve vendas iniciais de 40,000 cópias. Contudo, Cobain estava chateado pela ausência da promoção e distribuição do álbum pela gravadora. No final de 1989, a banda gravou o EP Blew com o produtor Steve Fisk
Em uma entrevista no final de 1989, Cobain notou que a música da banda estava mudando. Ele disse: "As canções iniciais eram realmente bravas ... Mas com o passar do tempo as canções vão ficando mais pop e mais pop como eu fico mais feliz e mais feliz. As canções são sobre os conflitos nos relacionamentos, coisas emocionais com outros seres humanos."Em abril de 1990, a banda começou a trabalhar com o produtor Butch Vig no Smart Studios em Madison, Wisconsin, na gravação para o seguimento de Bleach. Durante as sessões, Cobain e Novoselic se desencantaram com Channing na bateria, e ele expressou frustração em não estar ativamente envolvido nas composições. Como os bootlegs das demos do Nirvana com Vig começaram a circular na indústria musical e a chamar a atenção das grandes gravadoras, Channing deixou a banda. Em julho deste ano, a banda gravou o single "Sliver" com o baterista do Mudhoney, Dan Peters. O Nirvana pediu a Dale Crover para tocar bateria por umas sete datas na turnê americana da costa oeste com o Sonic Youth em agosto. Em setembro de 1990, Buzz Osborne do Melvins apresentou a banda a Dave Grohl, que estava procurando por uma nova banda após a separação da banda de hardcore punk Scream, de Washington. Poucos dias após chegar em Seattle, Novoselic e Cobain fizeram um teste com Grohl, com Novoselic mais tarde declarando: "Nós sabíamos em dois minutos que ele era o baterista certo.
Sucesso
Descontente com a Sub Pop e com as sessões da Smart Studios gerando juros, o Nirvana decidiu procurar um acordo com uma grande gravadora desde que nenhuma gravadora indie pudesse comprar o grupo fora do seu contrato. Seguindo as recomendações repetidas de Kim Gordon do Sonic Youth, o Nirvana assinou com a DGC Records em 1990. A banda subsequentemente começou a gravar o seu primeiro álbum com uma grande gravadora, Nevermind. O grupo foi oferecido a vários produtores, mas acabou sendo escolhido por Butch Vig. Ao invés de gravar no estúdio Vig's Madison como eles fizeram em 1990, a produção se deslocou para o Sound City Studios em Van Nuys, Califórnia. Durante dois meses, a banda trabalhou com uma variedade de canções em seu catálogo. Algumas das canções, como "In Bloom" e "Breed", tinham estado no repertório do Nirvana há anos, enquanto outras, incluindo "On a Plain" e "Stay Away", faltavam terminar a letra até meio caminho através do processo de gravação. Após as sessões de gravação forem concluídas, Vig e a banda começaram a mixar o álbum. No entanto, as sessões de gravação tiveram atrasos e as mixagens resultantes foram consideradas insatisfatórias. O mixador do Slayer, Andy Wallace, foi trazido para criar a mixagem final. Após o lançamento do álbum, os membros do Nirvana expressaram insatisfação com o som polido que o mixador tinha dado a Nevermind
Inicialmente, a DGC Records estava esperando vender 250,000 cópias de Nevermind, que era o mesmo nível que tinha alcançado com o álbum Goo, do Sonic Youth. No entanto, o primeiro single do álbum, "Smells Like Teen Spirit", rapidamente ganhou força, em parte, graças a significativa transmissão do videoclipe da canção na MTV. Como a banda fez turnê pela Europa durante o final de 1991, ela descobriu que seus shows eram perigosamente sobrevendidos, na qual equipes de televisão estavam se tornando uma presença constante no palco, e que "Smells Like Teen Spirit" foi quase onipresente no rádio e na televisão musical. No Natal de 1991, Nevermind vendia 400,000 cópias por semana nos EUA. Em janeiro de 1992, o álbum tirou o álbum Dangerous do Michael Jackson do 1º lugar das paradas de álbuns da Billboard, e também liderou as paradas em vários outros países. No mês que Nevermind alcançou o 1º lugar, a Billboard proclamou: "Nirvana é aquela banda rara que tem tudo: aclamação da crítica, o respeito da indústria, o apelo pop da rádio e uma base sólida de rock universitário/alternativo." O álbum viria a vender mais de 8.5 milhões de cópias nos Estados Unidos
Citando exaustão, o Nirvana decidiu não realizar mais uma turnê americana em apoio ao Nevermind, em vez disso, optando por fazer apenas algumas apresentações no final daquele ano. Em março de 1992, Cobain tentava reorganizar os direitos de composição da banda (que até a esse ponto tinha sido dividido em partes iguais) para que eles fossem mais representativos do fato de que ele escreveu a maioria das músicas. Grohl e Novoselic não se opuseram ao pedido de Cobain, mas quando o vocalista pediu para que o acordo fosse retroativo ao lançamento de Nevermind, os desentendimentos entre os dois lados afirmados quase separou a banda. Após uma semana de tensão, Cobain acabou por receber uma parcela retroativa compartilhada dos 75% dos direitos, e os sentimentos ruins sobre a situação permaneceram com o grupo mais tarde. Em meio a rumores de que a banda estava se separando devido à saúde de Cobain, o Nirvana encabeçou a noite de encerramento do Reading Festival na Inglaterra em 1992, quando Cobain pessoalmente programou a formação da apresentação. A apresentação do Nirvana no Reading é muitas vezes considerada pela imprensa como uma das mais memoráveis da carreira do grupo. Poucos dias depois, o Nirvana se apresentou no MTV Video Music Awards onde, apesar da recusa da rede de permitir que a banda tocasse sua nova canção, "Rape Me", durante a transmissão, Cobain dedilhou e cantou as primeiras partes da canção antes de entrar "Lithium". Na cerimônia, a banda recebeu prêmios nas categorias "Melhor Vídeo Alternativo" e "Artista Revelação"
A DGC esperava ter um novo álbum do Nirvana pela banda pronto para o lançamento no final de 1992; já que trabalhar nele prosseguia lentamente, a gravadora lançou a coletânea Incesticide em dezembro de 1992.Uma ousada ligação entre a DGC e a Sub Pop, o Incesticide coletava várias gravações raras do Nirvana e se destinava a fornecer o material para um melhor preço e em melhor qualidade do que estava disponível através das cópias bootleg. Como Nevermind tinha saído a 15 meses e tinha lançado um novo single, "In Bloom", a essa altura, a Geffen/DGC optou por não promover pesadamente Incesticide, que foi certificado ouro pela Recording Industry Association of America em fevereiro do ano seguinte
In Utero, últimos meses e a morte de Cobain
Em fevereiro de 1993, o Nirvana lançou "Puss"/"Oh, the Guilt", um split single com o The Jesus Lizard, pela gravadora independente Touch & Go. Entretanto, o grupo escolheu Steve Albini, que tinha uma reputação como um principista e opinativo individual na cena da música independente americana, para gravar seu terceiro álbum. Embora tenham havido especulações de que a banda escolheu Albini para gravar o álbum devido às suas credenciais underground, Cobain insistiu que o som de Albini era simplesmente o que ele sempre quis que o Nirvana tivesse: uma gravação "natural" sem camadas de trapaças do estúdio. O Nirvana viajou para o Pachyderm Studio em Cannon Falls, Minnesota, naquele fevereiro para gravar o álbum. As sessões com Albini foram produtivas e notavelmente rápidas, e o álbum foi gravado e mixado em duas semanas com um custo de US$ 25,000
Várias semanas após o término das sessões de gravação, histórias correram no Chicago Tribune e no Newsweek que citavam fontes alegando que a DGC considerava o álbum "não lançável". Como resultado, os fãs começaram a acreditar que a visão criativa da banda poderia ser comprometida pela sua gravadora. Embora as histórias sobre a DGC arquivar o álbum não fossem verdadeiras, a banda realmente estava descontente com certos apectos das mixagens de Albini. Especificamente, eles achavam que os níveis do baixo estavam muito baixos, e Cobain sentiu que "Heart-Shaped Box" e "All Apologies" não soavam "perfeitamente". O produtor de longa-data do R.E.M., Scott Litt, foi chamado para ajudar a remixar essas duas canções, com Cobain acrescentando instrumentação adicional e vocais de apoio
In Utero estreou no 1º lugar na parada de álbuns da Billboard 200 em setembro de 1993. Christopher John Farley da Time, escreveu em sua análise do álbum que: "Apesar do receio de alguns fãs de música alternativa, o Nirvana não se voltou para o mainstream, embora esse novo álbum potente possa novamente forçar o mainstream a vir para o Nirvana." In Utero passou a vender quatro milhões de cópias nos Estados Unidos. Naquele mês de outubro, o Nirvana embarcou em sua primeira turnê nos Estados Unidos em dois anos. Para a turnê, a banda adicionou Pat Smear da banda de punk rock The Germs como um segundo guitarrista. Em novembro de 1993, o Nirvana gravou uma performance para o programa de televisão MTV Unplugged. Aumentada por Smear e pela celista Lori Goldston, a banda procurou se desviar da típica abordagem do show, optando por não tocar suas canções mais reconhecidas. Em vez disso, o Nirvana tocou diversas covers, e convidou Cris e Curt Kirkwood do Meat Puppets para se juntar ao grupo para tocar três de suas canções
No início de 1994, a banda embarcou em uma turnê europeia. Em Roma, na manhã de 4 de março, a esposa de Cobain, Courtney Love, encontrou Cobain inconsciente em seu quarto de hotel e ele foi levado às pressas para o hospital. Um médico do hospital disse em uma conferência de imprensa que Cobain tinha reagido a uma combinação prescrita como Rohypnol e álcool. O resto da turnê foi cancelada, inclusive uma prevista para o Reino Unido. Nas semanas seguintes, o vício de Cobain em heroína ressurgiu. Uma intervenção foi organizada, e Cobain foi convencido a admitir-se para a reabilitação de drogas. Após menos de uma semana na reabilitação, Cobain pula o muro da instalação e pega um avião de volta para Seattle. Uma semana depois, na sexta-feira, 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto com uma espingarda auto-infligida à cabeça em sua casa em Seattle
Consequência e lançamentos póstumos
Em agosto de 1994, a DGC anunciou que um álbum duplo chamado Verse Chorus Verse teria o material ao vivo de toda a carreira do grupo em um CD e sua performance no MTV Unplugged em outro, estava previsto para ser lançado em novembro. No entanto, Novoselic e Grohl se encontraram montando o material ao vivo logo após a morte de Cobain, sendo emocionalmente esmagador. Com parte da carreira ao vivo adiada, o MTV Unplugged in New York estreou no 1º lugar nas paradas da Billboard sobre o seu lançamento em novembro de 1994. Poucas semanas depois, o primeiro vídeo completo da banda, Live! Tonight! Sold Out!!, foi lançado. No ano seguinte, o MTV Unplugged in New York deu ao Nirvana um Grammy Award por "Melhor Álbum de Música Alternativa". Em 1996, a DGC finalmente lançou um álbum ao vivo do Nirvana, From the Muddy Banks of the Wishkah, que se tornou o terceiro lançamento do Nirvana em uma fileira de estreia no topo das paradas de álbuns da Billboard.
Em 1997, Novoselic, Grohl e Courtney Love formaram uma sociedade de responsabilidade limitada, o Nirvana LLC, para supervisionar todos os projetos relacionados ao Nirvana. Um box set com 45 faixas de raridades do Nirvana estava programado para ser lançado em outubro de 2001. No entanto, pouco tempo antes da data de lançamento, Love entrou com uma ação para dissolver o Nirvana LLC, e uma liminar foi emitida impedindo o lançamento de qualquer material novo do Nirvana até que o caso fosse resolvido. Love alegou que Cobain foi a banda, que Grohl e Novoselic eram secundários e que ela assinou o acordo de parceria originalmente sob maus conselhos. Grohl e Novoselic rebateram, pedindo ao tribunal que removesse Love da parceria e que substituísse ela por outro representante do patrimônio de Cobain
Um dia antes, o processo foi definido para ir a julgamento em outubro de 2002, Love, Novoselic e Grohl anunciaram que tinham chegado a um acordo. O acordo abriu caminho para o lançamento da coletânea Nirvana, que contou com a faixa inédita "You Know You're Right", a última canção do Nirvana gravada antes da morte de Cobain. O Nirvana foi lançado no final desse mês, estreando no 3º lugar na parada de álbuns da Billboard. O box set, With the Lights Out, foi finalmente lançado em novembro de 2004. O lançamento contém uma grande variedade das primeiras demos de Cobain, gravações de ensaios e faixas ao vivo gravadas ao longo da história da banda. Sliver: The Best of the Box, que contém 19 faixas do box set, apresenta três faixas inéditas, foi lançado no final de 2005
Em abril de 2006, Love anunciou que ela tinha arranjado para vender 25% de sua participação no catálogo de música do Nirvana, em um negócio estimado em US$ 50 milhões. A parte da publicação do Nirvana foi comprada pela Primary Wave Music, que foi fundada por Larry Mestel, um ex-CEO da Virgin Records. Em uma declaração anexa, Love tentou assegurar a base de fãs do Nirvana que a música não seria simplesmente licenciada para a melhor oferta, acrescentando que: "Nós vamos permanecer muito elegantes e fiéis ao espírito do Nirvana, enquanto levamos a música a lugares que nunca ela esteve antes." Outros lançamentos desde então foram feitos. Isso inclui os lançamentos do DVD Live! Tonight! Sold Out!! em 2006, e da versão completa sem cortes do MTV Unplugged in New York em 2007. A performance da banda no Reading Festival de 1992 foi lançada em ambos CD e DVD como Live at Reading em novembro de 2009.No mesmo mês, a Sub Pop lançou uma edição comemorativa de luxo dos 20 anos de Bleach, que inclui um show inédito ao vivo de 1990
Pós-Nirvana
O Nirvana terminou oficialmente após a morte de Cobain. Depois da separação da banda, Dave Grohl e Krist Novoselic continuaram musicalmente ativos. Grohl formou o Foo Fighters, onde ele é vocalista, guitarrista e compositor, sendo o principal membro da banda. O Foo Fighters se tornou o seu principal projeto, tendo lançado vários álbuns com ele ao longo dos anos. O álbum In Your Honor de 2005 do Foo Fighters apresenta uma canção chamada "Friend of a Friend", composta por Grohl em 1990 sobre os primeiros encontros com Kurt Cobain e Krist Novoselic. Além do envolvimento no Foo Fighters, Grohl também tocou bateria para várias bandas, incluindo Tom Petty and the Heartbreakers, Queens of the Stone Age e Tenacious D. Em 2009, Grohl, Josh Homme, vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age, e John Paul Jones, baixista do Led Zeppelin, formaram o Them Crooked Vultures.
Novoselic formou algumas bandas depois da separação do Nirvana. Ele inicialmente formou a Sweet 75 e mais tarde a Eyes Adrift, com Curt Kirkwood, do Meat Puppets, e Bud Gaugh, do Sublime. Ele apareceu também na banda No WTO Combo, ao lado de Kim Thayil, do Soundgarden, e Jello Biafra, do Dead Kennedys. Foi membro da banda Flipper de 2006 a 2008. Novoselic tornou-se também um ativista político e fundou um comitê político chamado JAMPAC (Joint Artists and Musicians Political Action Committee) para apoiar os direitos dos músicos. Ele também escreveu um livro, chamado Of Grunge and Government: Let's Fix this Broken Democracy!, publicado em 2004, que cobre tanto o seu passado musical como a sua carreira política
Em 2004, Grohl e Novoselic apareceram em cena para apoiar a candidatura de John Kerry à presidência dos Estados Unidos. Em 2010, o Foo Fighters realizou um concerto secreto em Los Angeles e Grohl chamou Novoselic e Pat Smear para tocarem "Marigold", uma antiga canção escrita por Grohl e que aparece como uma B-side no single "Heart-Shaped Box" do Nirvana. Novoselic também participa do álbum Wasting Light do Foo Fighters, na canção "I Should Have Known". "É isso que amigos fazem", disse Grohl em uma entrevista à Rolling Stone.
Estilo musical
Cobain descreveu o som do Nirvana quando ele começou como "uma imitação do Gang of Four e do Scratch Acid". Quando o Nirvana gravou Bleach, Cobain sentiu que ele tinha que se adequar às expectativas do som grunge da Sub Pop para construir uma base de fãs e, portanto, reprimiu suas características de composição artísticas e pop durante a elaboração da gravação a favor de um som mais rock. O biógrafo do Nirvana, Michael Azerrad, argumentou: "Ironicamente, foi a restrição do som da Sub Pop que ajudou a banda a encontrar a sua identidade musical". Azerrad declarou que, ao reconhecer que seus membros tinham crescido ouvindo Black Sabbath e Aerosmith, a banda foi capaz de passar para o seu som inicial derivado
Cobain procurou misturar sons musicais pesados e pop; ele comentou: "Eu queria ser totalmente Led Zeppelin de uma maneira e então ser totalmente extremo punk rock e, em seguida, fazer canções realmente pop sem personalidade". Quando Cobain ouviu o álbum do Pixies, Surfer Rosa (1988), após gravar Bleach, ele sentiu que tinha o som que ele queria atingir, mas até então era muito imitado tentar. A popularidade subsequente do Pixies encorajou Cobain a seguir seus instintos como um compositor
O Nirvana utilizava mudanças dinâmicas que passavam de calmas para barulhentas. Tal como o Pixies, o Nirvana mudou entre "poupar os encaixes de baixo-e-bateria e explosões apresentadas de guitarra e vocais gritando". Perto do fim da sua vida, Cobain notou que a banda tornou-se entediada com a fórmula, encontrando-se limitada, mas expressou dúvidas de que a banda era qualificada o suficiente para tentar outra dinâmica. O estilo da guitarra rítmica de Cobain, que se baseava em acordes poderosos, riffs de nota baixa, e uma técnica com a mão direita solta, apresentava os principais componentes para as canções da banda. Cobain costumava tocar inicialmente um riff verso de uma canção em um tom limpo, então dobrava ele com guitarras distorcidas quando ele repetia a parte. Cobain raramente fazia solos de guitarra padrão, optando por fazer ligeiras variações na melodia da canção como linhas de uma única nota. Os solos de Cobain eram em sua maioria baseados no blues e fora de sintonia, os quais o escritor musical Jon Chappell descreveu como "quase uma paródia iconoclasta da quebra tradicional instrumental".
A bateria de Grohl "levou o som do Nirvana para um novo nível de intensidade". Azerrad afirmou que a "poderosa bateria de Grohl impulsionou a banda a um plano inteiramente novo, tanto visual como musicalmente", acrescentando que: "Apesar de Dave ser um 'basher' impiedoso, suas partes também são distintamente musicais — não seria difícil descobrir qual a canção que estava tocando, mesmo sem o resto da música."
Durante as performances ao vivo, Cobain e Novoselic sempre sintonizavam suas guitarras para Mi bemol. Cobain disse: "Nós tocamos de modo difícil, não podemos ajustar nossas guitarras rápido o suficiente." A banda costumava destruir seu equipamento após os shows. Novoselic disse que ele e Cobain criaram essa "coisa" para sair do palco mais cedo.[99] Cobain afirmou que isso começou como uma expressão de sua frustração com Chad Channing cometendo erros e desistindo inteiramente durante as apresentações
Composições e letras
Everett True disse em 1989: "as canções do Nirvana tratam o banal e o vulgar com um "esguelho" original." Cobain apareceu com os componentes básicos de cada canção (geralmente compondo-as em um violão), bem como o estilo de cantar e as letras. Ele enfatizou que Novoselic e Grohl "tiveram um papel importante em decidir sobre quanto tempo uma canção deveria ter e quantas partes deveria possuir. Então, eu não gosto de ser considerado o único compositor." Quando perguntaram qual a parte das canções que ele escreveria primeiro, Cobain respondeu: "Eu não sei. Eu realmente não sei. Eu acho que começo com o verso e depois vou para o refrão
Cobain normalmente escrevia as letras para as canções minutos antes de gravá-las. Cobain disse: "Quando escrevo uma canção, a letra é o assunto menos importante. Eu posso passar dois ou três assuntos diferentes em uma canção e o título pode significar absolutamente nada em todos." Cobain disse a Spin em 1993 que ele "não deu a mínima" para o que as letras em Bleach se tratavam, figurando: "Vamos apenas gritar algumas letras negativas e contanto que elas não sejam sexistas e não ficarem muito constrangedoras, tudo ficará bem", enquanto as letras de Nevermind foram retiradas de dois anos de poesia que ele tinha acumulado, que ele retirou e escolheu as linhas que ele preferiu. Em comparação, Cobain afirmou que as letras de In Utero foram "mais focalizadas, elas são praticamente baseadas nos temas"
Legado
Stephen Thomas Erlewine escreveu que antes do Nirvana, "a música alternativa foi consignada para seções especializadas de lojas de discos, e as grandes gravadoras consideravam ser, no máximo, um imposto". Após o lançamento de Nevermind, "nada era a mesma coisa, para melhor ou para pior". O sucesso de Nevermind não só popularizou o grunge, mas também estabeleceu "a viabilidade comercial e cultural do rock alternativo em geral". Embora outras bandas alternativas tenham tido seus sucessos antes, o Nirvana "quebrou as portas eternamente", de acordo com Erlewine. Erlewine afirmou ainda que a descoberta do Nirvana "não eliminou o underground", mas "simplesmente lhe deu mais exposição". Em 1992, Jon Pareles do The New York Times relatou que a descoberta do Nirvana havia feito outros na impaciente cena alternativa alcançarem o sucesso semelhante, notando: "Subitamente, todas as apostas estão fora. Ninguém teve a trajetória interna na qual dezenas, talvez centenas, de bandas teimosas, barulhentas e desleixadas pudessem apelar próximo a milhões caminhando em centros comerciais". Os executivos das gravadoras ofereceram grandes avanços e acordos de gravação às bandas, e as estratégias anteriores de construir públicos para os grupos de rock alternativo havia sido substituída pela oportunidade de conseguir popularidade no mainstream rapidamente
Erlewine declarou que a descoberta do Nirvana "popularizou a então chamada 'Geração X' e a cultura 'preguiçosa'". Imediatamente após a morte de Cobain, inúmeras manchetes se referiram ao vocalista do Nirvana como "a voz de uma geração", embora ele tenha rejeitado tal rotulagem durante a sua vida. Refletindo sobre a morte de Cobain mais de dez anos mais tarde, Eric Olsen da MSNBC escreveu: "Na década intervindo, Cobain, um homem pequeno, frágil, mas bonito na vida, tornou-se um ícone abstrato da Geração X, visto por muitos como a 'última estrela verdadeira do rock' [. . .] um messias e mártir cuja cada expressão tem sido roubada e analisada
Nirvana - Estadio José Amalfitani, Buenos Aires, Argentina 1992
No Apologies - Nirvana MTV History Part 1
No Apologies - Nirvana MTV History Part 2
Kurt Cobain (entrevista cedida para Zeca Camargo em janeiro de 1993, Brasil)
Mtv+ Especial Nirvana - parte 1
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NOTICIAS DO DIA
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Um novo livro sobre a carreira do lendário roqueiro Alice Cooper será publicado no dia 13 de junho no Reino Unido, e em 1º de setembro nos EUA, pela editora Omnibus Press. Intitulado "Welcome To My Nightmare: The Story Of Alice Cooper", a biografia foi escrita por Dave Thompson, que já publicou diversos livros do mundo do rock
Van Halen lança videoclipe de "She's The Woman";
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Megadeth: David Ellefson fala sobre o Metal Open Air
Em entrevista ao site IG, o baixista do Megadeth, David Ellefson, falou sobre o que os fãs devem esperar do show da banda no festival Metal Open Air.
Segundo Ellefson, o show será diferente da última apresentação da banda no Brasil, durante o festival SWU. "Desta vez, será um show mais longo, já que seremos a última atração da noite. Além disso, o SWU não era um evento só de metal, então tocamos um repertório mais mainstream. Agora será diferente."
Bee Gees: ex-integrante Robin Gibb está em coma
Robin Gibb ex-integrante to BEE GEES está internado em hospital em Londres em coma, devido à uma pneumonia, segundo informou o The Sun.
O músico foi hospitalizado em uma clínica particular onde seus familiares, como sua esposa, irmão e filhos, o acompanham de perto. A família teme pela vida do ex-Bee Gees. Duas semana atrás, Robin se subenteu a uma operação no intestino. Recentemente ele conseguiu se recuperar de um câncer diagnosticado em 2010.
Shaman e Korzus: vocalistas farão dueto no Metal Open Air
O vocalista da banda Korzus, Marcello Pompeu, fará uma participação especial no show do SHAMAN, no Metal Open Air. Pompeu dividirá os vocais do hino do festival com Thiago Bianchi, frontman do SHAMAN. O SHAMAN será headliner das bandas nacionais no dia 20 e o KORZUS se apresentará no dia 21 às 15:15.
Secos & Molhados: comemorando 40 anos com show em BH
Para celebrar os 40 anos do primeiro registro musical da banda mais pungente e intransigente dos anos 70, João Ricardo, criador e fundador dos Secos & Molhados, lança o CD "Chato Boy" e realiza uma série de show nas principais cidades do país.
Depois do sucesso de crítica e público do show de lançamento da turnê 2012, em São Paulo, Secos & Molhados in Concert chega à capital mineira com a nova geração da lendária banda de rock brasileira em um espetáculo repleto de nostalgia. João Ricardo, criador e compositor dos grandes sucessos da banda, encabeça a nova formação ao lado do novato integrante Daniel Iasbeck , guitarrista multi-facetado que constrói através das novas tecnologias várias ondas sonoras, algo difícil de descrever, assim como a boa música, possível apenas se sentir e entender.
Virada Cultural 2012: veja como o Rock estará representado
Virada Cultural é um evento anual promovido desde 2005 pela prefeitura da cidade brasileira de São Paulo com o intuito de promover na cidade, 24 horas ininterruptas de eventos culturais dos mais variados tipos, como espetáculos musicais, peças de teatro, exposições de arte e história, entre outros divididos por vários lugares da cidade de São Paulo (porém bastante concentrado no Centro.
Nesse ano de 2012 a Virada Cultural irá acontecer nos dias 5 e 6 de Maio, e contará com algumas apresentação para os amantes do bom e velho Rock n' Roll.
PALCO SÃO JOÃO (Avenida São João, Altura do Número 1100):
18h30 - Made In Brazil (Tocando o álbum Jack o Estripador de 1976)
21h00 - Tito y Tarantula
22h30 - Iron Butterfly
02h00 - Os Mutantes
04h30 - Members of Morphine & Jeremy Lyons
07h00 - White Denim
09h30 - Suicidal Tendencies
12h00 - Titãs (Tocando o álbum Cabeça Dinossauro de 1986)
14h30 - La Renga
17h00 - Black Oak Arkansas
PALCO BARATOS AFINS
18h - Baranga Rock
20h - Cracker Blues
22h - Carro Bomba
00h - Star 61
02h - Messias Elétrico
04h - Golpe de Estado
06h - Salário Mínimo
08h - Banda Tomada
10h - The Jordans
12h - Os Skywalkers
14h - The Suman Brothers Band
16h - Mercenárias
18h - Patife Band
PALCO BARÃO DE LIMEIRA (Alameda Barão de Limeira Nº 200):
18h00 - Serguei
i2h00 - Bolha
22h30 - Man Or Astro-Man?
01h00 - Daevid Allen & Gong Global Family
03h30 - Jupiter Maçã
06h00 - Não Religião
08:30 - Pin Ups
11h00 - Defalla
13h30 - Brothers of Brazil
16h00 - Popa Chubby
Fonte: Fonte: territoriodamusica.com / whiplash.net / zp.blog.br
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Enquanto o ex-guitarrista do HOLE, Eric Erlandson, continua sua turnê promocional de seu livro, "Letters to Kurt" (Cartas a Kurt), o músico divulga notícias bombásticas sobre suas experiências com o falecido Kurt Cobain. A mais recente delas é tocante e comovente - ela relata o que poderia ter acontecido se Kurt não tivesse morrido.
Megadeth: David Ellefson fala sobre o Metal Open Air
Em entrevista ao site IG, o baixista do Megadeth, David Ellefson, falou sobre o que os fãs devem esperar do show da banda no festival Metal Open Air.
Segundo Ellefson, o show será diferente da última apresentação da banda no Brasil, durante o festival SWU. "Desta vez, será um show mais longo, já que seremos a última atração da noite. Além disso, o SWU não era um evento só de metal, então tocamos um repertório mais mainstream. Agora será diferente."
Bee Gees: ex-integrante Robin Gibb está em coma
Robin Gibb ex-integrante to BEE GEES está internado em hospital em Londres em coma, devido à uma pneumonia, segundo informou o The Sun.
O músico foi hospitalizado em uma clínica particular onde seus familiares, como sua esposa, irmão e filhos, o acompanham de perto. A família teme pela vida do ex-Bee Gees. Duas semana atrás, Robin se subenteu a uma operação no intestino. Recentemente ele conseguiu se recuperar de um câncer diagnosticado em 2010.
Shaman e Korzus: vocalistas farão dueto no Metal Open Air
O vocalista da banda Korzus, Marcello Pompeu, fará uma participação especial no show do SHAMAN, no Metal Open Air. Pompeu dividirá os vocais do hino do festival com Thiago Bianchi, frontman do SHAMAN. O SHAMAN será headliner das bandas nacionais no dia 20 e o KORZUS se apresentará no dia 21 às 15:15.
Secos & Molhados: comemorando 40 anos com show em BH
Para celebrar os 40 anos do primeiro registro musical da banda mais pungente e intransigente dos anos 70, João Ricardo, criador e fundador dos Secos & Molhados, lança o CD "Chato Boy" e realiza uma série de show nas principais cidades do país.
Depois do sucesso de crítica e público do show de lançamento da turnê 2012, em São Paulo, Secos & Molhados in Concert chega à capital mineira com a nova geração da lendária banda de rock brasileira em um espetáculo repleto de nostalgia. João Ricardo, criador e compositor dos grandes sucessos da banda, encabeça a nova formação ao lado do novato integrante Daniel Iasbeck , guitarrista multi-facetado que constrói através das novas tecnologias várias ondas sonoras, algo difícil de descrever, assim como a boa música, possível apenas se sentir e entender.
Virada Cultural 2012: veja como o Rock estará representado
Virada Cultural é um evento anual promovido desde 2005 pela prefeitura da cidade brasileira de São Paulo com o intuito de promover na cidade, 24 horas ininterruptas de eventos culturais dos mais variados tipos, como espetáculos musicais, peças de teatro, exposições de arte e história, entre outros divididos por vários lugares da cidade de São Paulo (porém bastante concentrado no Centro.
Nesse ano de 2012 a Virada Cultural irá acontecer nos dias 5 e 6 de Maio, e contará com algumas apresentação para os amantes do bom e velho Rock n' Roll.
PALCO SÃO JOÃO (Avenida São João, Altura do Número 1100):
18h30 - Made In Brazil (Tocando o álbum Jack o Estripador de 1976)
21h00 - Tito y Tarantula
22h30 - Iron Butterfly
02h00 - Os Mutantes
04h30 - Members of Morphine & Jeremy Lyons
07h00 - White Denim
09h30 - Suicidal Tendencies
12h00 - Titãs (Tocando o álbum Cabeça Dinossauro de 1986)
14h30 - La Renga
17h00 - Black Oak Arkansas
PALCO BARATOS AFINS
18h - Baranga Rock
20h - Cracker Blues
22h - Carro Bomba
00h - Star 61
02h - Messias Elétrico
04h - Golpe de Estado
06h - Salário Mínimo
08h - Banda Tomada
10h - The Jordans
12h - Os Skywalkers
14h - The Suman Brothers Band
16h - Mercenárias
18h - Patife Band
PALCO BARÃO DE LIMEIRA (Alameda Barão de Limeira Nº 200):
18h00 - Serguei
i2h00 - Bolha
22h30 - Man Or Astro-Man?
01h00 - Daevid Allen & Gong Global Family
03h30 - Jupiter Maçã
06h00 - Não Religião
08:30 - Pin Ups
11h00 - Defalla
13h30 - Brothers of Brazil
16h00 - Popa Chubby
Fonte: Fonte: territoriodamusica.com / whiplash.net / zp.blog.br
BRASIL - Pressão nos ministros
Lula e petistas aumentam pressões sobre ministros do STF no mensalão
Sob a supervisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do PT se lançaram numa ofensiva para aumentar a pressão sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal que julgarão o processo do mensalão.
Parlamentares e petistas com trânsito no Judiciário foram destacados para apresentar aos ministros a tese de que o julgamento não deve ser político, mas uma análise técnica das provas que fazem parte do processo.
O medo dos petistas é de que os ministros do tribunal sucumbam a pressões da opinião pública num ano eleitoral. O mesmo movimento tenta convencer o Supremo de que o julgamento não deve acontecer neste ano.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1076598-lula-e-petistas-aumentam-pressoes-sobre-ministros-do-stf-no-mensalao.shtml
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