quinta-feira, 19 de julho de 2012
MATERIA DO DIA - Sound City, documentário dirigido por Dave Grohl
Filme conta a história do lendário estúdio californiano onde foram gravados clássicos como Nevermind, do Nirvana
"Aquela sala soava simplesmente incrível", diz Tom Petty em Sound City, documentário dirigido e produzido por Dave Grohl sobre o lendário estúdio californiano. O filme mostra um dos lugares mais santificados para gerações de músicos, um estúdio que abrigou a realeza do rock: Petty, Neil Young, Metallica, Cheap Trick, Rage Against the Machine e o próprio Nirvana (foi lá que eles gravaram Nevermind). "É analógico", explica John Fogerty no vídeo exclusivo que você assiste abaixo. "O baixo soa melhor, a voz soa melhor."
"Sound City é um filme sobre a verdade, o ofício e a integridade do rock and roll. Como os próprios corredores escuros dos estúdios, pode não ser bonito... mas é real", disse Grohl em um comunicado.
O filme deve ser lançado em 2013.
Fonte: Rollingstone
MUSICA DO DIA - Guns N' Roses - Patience
Patience
Guns N' Roses
One, two, one, two, three, four
Shed a tear 'cause I'm missing you
I'm still alright to smile
Girl, I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at ease
There is no doubt you're in my heart now
Said, woman, take it slow
And it'll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we'll come together fine
All we need is just a little patience (Patience)
I sit here on the stairs
'Cause I'd rather be alone
If I can't have you right now I'll wait, dear
Sometimes I get so tense
But I can't speed up the time
But you know, love, there's one more thing to consider
Said, woman, take it slow
And things will be just fine
You and I'll just use a little patience
Said, sugar, take the time
'Cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it
We won't fake it
Oh, I'll never break it
'Cause I can't take it
Little patience, yeah
Need a little patience, yeah
Just a little patience, yeah
Some more patience, yeah
I've been walking the streets at night
Just trying to get it right
(Need some patience, yeah)
It's hard to see with so many around
You know, I don't like being stuck in the crowd
(Could use some patience, yeah)
And the streets don't change but, baby, the names
I ain't got time for the game
(Gotta have some patience, yeah)
'Cause I need you, yeah
Yeah, but I need you
(All it takes is patience, yeah)
Oh, I need you (Just a little patience)
Oh, I need you (Is all you need)
Oh, this time
Paciência
Guns N' Roses Revisar tradução
Um, dois, um, dois, três, quatro
Derramei uma lágrima porque estou sentindo sua falta
Ainda me sinto bem o suficiente para sorrir
Garota, eu penso em você todos os dias agora
Houve um tempo que eu não tinha certeza
Mas você acalmou minha mente
Não há duvida, você está em meu coração agora
Eu disse: mulher, pega leve,
Tudo vai se resolver bem por si mesmo
Tudo que precisamos é de um pouco de paciência
Eu disse: doçura, vá com calma
E vamos ficar bem juntos
Tudo que precisamos é de um pouco de paciência (paciência)
Eu sento aqui nas escadas
Pois eu quero ficar sozinho
Se eu não puder te ter agora, eu esperarei, querida
Às vezes, eu fico tão tenso,
Mas eu não posso acelerar o tempo
Mas você sabe, amor, há mais uma coisa para considerar
Eu disse: mulher, pega leve
As coisas vão ficar bem
Você e eu só temos que ter um pouco de paciência
Eu disse: doçura, não se apresse
Pois as luzes estão brilhando
Você e eu temos aquilo que é necessário para dar certo,
Não fingiremos
Nós nunca romperemos
Pois eu não suportaria
Um pouco de paciência, sim
Precisa de um pouco de paciência, sim
Só um pouco de paciência, sim
Um pouco mais de paciência, sim
Eu estive caminhando nas ruas à noite
Tentando ter certeza disso
(Só um pouco de paciência)
É difícil ver com tantos por perto
Você sabe que eu não gosto de ficar preso na multidão
(Só um pouco de paciência)
E as ruas não mudam, apenas os nomes, baby
Não tenho tempo para joguinhos
(tem que ter um pouco de paciência)
Porque preciso de você, sim,
Sim, mas eu preciso de você
(só precisa de paciência)
Uhh, eu preciso de você (só um pouco de paciência)
Uhh, eu preciso de você (é tudo que você precisa)
Dessa vez
quarta-feira, 18 de julho de 2012
NOTICIAS DO DIA
Manowar trabalha em trilha para filme de ação com Van Damme
O Manowar confirmou que está trabalhando em sua segunda trilha sonora de filme. Depois de sua recente estreia no cinema com a música tema para o longa de ação "El Gringo", a banda prepara a trilha para o filme "Soldiers", estrelado por Jean Claude Van Damme
Sinister divulga vídeo da banda em estúdio; assista
A banda de death metal Sinister vai lançar seu novo álbum, "The Carnage Ending", no dia 28 de setembro pela Massacre Records. O disco foi gravado no Soundlodge Studios, na Alemanha, com o produtor Jörg Uken
Disco clássico do Kiss ganha reedição com material extra
O álbum "Destroyer", lançado originalmente em 1976 pelo Kiss, ganhará uma reedição especial pela Universal Music Enterprises. As faixas foram remixadas a partir das gravações originais
Festival Coachella anuncia cruzeiro com Pulp, Hot Chip e James Murphy
O festival Coachella anunciou uma novidade para sua edição 2012. O evento, que acontece anualmente na cidade de Indio, na Califórnia, acontecerá em um cruzeiro para as Bahamas e para a Jamaica no mês de dezembro.
Ozzy Osbourne: Assista "Crazy Train", extraído do DVD "Speak Of The Devil"
O DVD de Ozzy Osbourne, "Speak Of The Devil", está sendo lançado oficialmente nesta terça-feira, 17 de julho, e a Eagle Rock Entertainment divulgou um vídeo desse lançamento
Vocalista do The Who recebe condecoração no Reino Unido
Roger Daltrey, vocalista do The Who, recebeu uma condecoração de honra pela Middlesex University, no Reino Unido. O frontman foi reconhecido por sua contribuição na música e na indústria, em sua carreira de seis décadas
Bob Dylan lança novo álbum, "Tempest", em setembro
Bob Dylan anunciou o lançamento de seu novo álbum de inéditas. "Tempest", o 35º da carreira de Bob Dylan, chegará às lojas dia 11 de setembro, segundo a gravadora Sony Music
Vocalista do Gabage recebe ameaças pelo Twitter
A vocalista do Garbage, Shirley Manson, recebeu ameaças de morte através da rede social Twitter. Um usuário anônimo mandou diversas mensagens agressivas, incluindo uma em que dizia: "Vou te matar, sua vadia
SWU Festival: Slayer e Black Sabbath são opções?
Não é oficial. Muito longe disso. Mas boas fontes dão conta de que SLAYER e BLACK SABBATH podem tocar no festival Maquinaria no Chile e no festival SWU do Brasil. Lembrando que os festivais costumam ocorrer com poucos dias de diferença e compartilhar quase todo o line-up internacional nos anos anteriores.
Video: The Adicts convida público para sua nova tour sul-americana
Confira abaixo o teaser video onde Monkey, vocalista do The Adicts, convida o público para sua tour sul americana 2012.
Sepultura: Derrick Green participa de disco de banda alemã
Derrick Green participou como convidado nas gravações do disco de estréia dos Thrashers alemães do DUST BOLT. O álbum se chama "Violent Demolition" e será lançado dia 27 de julho através da Napalm Records. A voz de Derrick pode ser conferida na faixa 'Deviance'.
A arte da capa ficou nas mãos do experiente Andrei Bouzikov, que já trabalhou com bandas como SKELETONWITCH, MUNICIPAL WASTE, CANNABIS CORPSE, DEATHRAISER, entre outros.
Marilyn Manson: abrindo o coração para o The Guardian
Marilyn Manson participou da seção "This Much I Know" do jornal britânico The Guardian.
"Há muitas pessoas que não escutaram minha música. Eles provavelmente devem ter ouvido meu nome de alguma forma, como no caso de Columbine (a música de Manson foi culpada por ter inspirado o massacre), mas eu não espero que eles me entendam - eu não sou arrogante assim."
Ricardo Confessori: músico agora é endorser Yamaha
O baterista das bandas SHAMAN & Angra, Ricardo Confessori, acaba de assinar seu novo endorser: desde o começo desse mês, o músico faz parte do cast da Yamaha, junto com seus companheiros de banda Rafael Bittencour e Felipe Andreoli.
Conheça o super-grupo hardcore General Fucking Principle
Você conhece o General Fucking Principle? Pois deveria. O GFP é uma banda formada por Greg Hetson (Bad Religion, Circle Jerks) na guitarra, Crazy Tom (DFL) no vocal, Tony Alva, o skatista, no baixo, e Amery Smith (ex-Suicidal Tendencies) na bateria.
Conheça o festival internacional Manifest
Acontece de 17 a 19 de agosto na Alemanha, a edição internacional do festival Manifest. O evento contará com a banda brasileira Alegorica, a multi-nacional No Longer Music e os americanos do Norma Jean, entre outros.
Saiba mais sobre o fest alemão aqui e acompanhe aqui as noticias sobre a edição brasileira do evento
Kiss: gostaria de comprar a guitarra de Paul Stanley?
Os fãs do Kiss terão a oportunidade de conhecer Paul Stanley e comprar sua guitarra durante a "The Tour", turnê conjunta da banda com o Motley Crue.
A cada show estarão à venda três opções das Washburns Starfire signature de Stanley, dentre elas, duas guitarras usadas pelo frontman, e também o modelo que ele quebra no final do show, em Rock and Roll All Night. Elas podem ser autografadas.
Kamelot: divulgado título de novo trabalho da banda
"Silverthorn" é o título do novo álbum do KAMELOT, previsto para sair no dia 25 de setembro nos EUA (dia 24 em outros países) via Steamhammer/SPV.
Este será o primeiro trabalho a contar com o novo vocalista Tommy Karevik.
Keane lança novo clipe
Foi lançado nesta terça-feira (17) o vídeo clipe de "Black Rain", novo single do álbum Strangeland, do Keane. A banda inglesa virá ao Brasil em agosto, onde fará apresentações com o Maroon5 nos dias 25 no Rio de Janeiro e 26 em São Paulo.
Dorsal Atlântica: produtor esclarece verba do documentário
Frederico Neto, produtor do documentário "Dorsal - a história da Dorsal Atlântica, escreveu um post no site oficial do documentário sobre a origem da verba do filme. O post segue abaixo:
"ESCLARECIMENTO: SOBRE A VERBA DO FILME
por Frederico Neto
Informo, como proponente desse projeto, que o filme não está sendo financiado com a dita verba excedente do Catarse.me.
Epica: Simone Simons envia recado aos fãs brasileiros
O grupo holandês Epica está de volta ao Brasil para apresentação da turnê "Requiem For The Indifferent" em suporte ao seu último álbum de estúdio e para alegria de seus milhares de fãs brasileiros.
A primeira cidade confirmada para receber a vocalista meio soprano Simone Simons e os outros cinco integrantes que formam a banda - fundada pelo guitarrista Mark Jansen em 2002, é São Paulo e a apresentação será na Via Funchal no dia 28 de setembro, já no dia 29 de setembro é a vez do Rio de Janeiro e o show acontece na Fundição Progresso e por fim no dia 30 de setembro no Opinião Bar - Porto Alegre recebe essa que será a ultima apresentação do grupo no pais.
Fonte: ZP Territoriodamusica Whiplash
BRASIL - Polemica entrevista com ex mulher de Collor
Veja entrevista aqui
Rosane Collor revela que ex-presidente fazia rituais de magia negra na Casa da Dinda
Vinte anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a ex-mulher dele decide abrir o jogo sobre esse período conturbado da história do Brasil. Rosane Collor diz que o ex-marido mentiu sobre as relações dele com Paulo Cesar Farias, o PC Farias, figura que comandava um esquema de corrupção dentro do governo. Rosane conta mais: confirma que para se defender de inimigos políticos, o então presidente Collor participava de sessões de magia negra nos porões da Casa da Dinda, a residência oficial do casal em Brasília. A reportagem é de Renata Ceribelli.
Fantástico: Você tem saudade do poder?
Rosane: O poder é efêmero, o poder um dia acaba.
Em 1990, quando Fernando e Rosane Collor de Mello se tornaram o presidente e a primeira-dama mais jovens do Brasil, ele com 40 anos e ela com 26, ninguém poderia imaginar essa cena: a Rosane, que chamava atenção pelas roupas caras e extravagantes, passando sempre a imagem de mulher poderosa, hoje se senta com a Bíblia entre as mãos em cultos evangélicos para pedir ajuda e dar testemunhos como esse:
Rosane: E olha que eu tive muitos momentos em que eu disse: ‘Jesus, me leva, aqui nessa terra eu não quero ficar mais’.
Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso.
Nesta entrevista, Rosane fala pela primeira vez sobre o que viu e viveu na presidência do ex-marido, hoje senador. São revelações inéditas, que confirmam boa parte do que Pedro Collor, irmão já falecido do ex-presidente, disse há 20 anos, detonando o processo de impeachment, o afastamento de Fernando Collor do poder.
A versão de Rosane estará também num livro que ela escreve com o jornalista Fábio Fabretti.
“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, diz a ex-primeira-dama.
Rosane conta que chegou a ser ameaçada ao decidir ir à casa de uma pastora chamada Maria Cecília, da Igreja Resgatando Vidas para Deus. Cecília era amiga do casal Collor, e antes de se converter à Igreja, se dedicava ao que Rosane chama de magia negra. Nesse encontro, a pastora distribuiu uma gravação em que revelava trabalhos de magia feitos por encomenda do presidente na Casa da Dinda, a mansão da família Collor em Brasília. Revelações que Rosane confirmará nessa entrevista.
Rosane: Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria. E eu repreendi, disse que não tinha medo.
Fantástico: E você acha que foi ele? Ou foi ele que te ameaçou?
Rosane: Foi ele que ameaçou.
Fantástico: Ele te ligou e pessoalmente te disse isso?
Rosane: Um telefonema anônimo. Eu não sei se era ele que estava no telefone. Eu sei que eram pessoas que falavam dizendo que ele tinha mandado ligar, dizendo que eu não fosse para aquele culto, porque se eu fosse eu não voltaria.
Para entender as acusações de Rosane Collor de Mello contra o ex-marido, é preciso relembrar um dos momentos mais dramáticos da história do país.
O ano é 1989. O Brasil está eufórico por votar para Presidente da República depois de 29 anos sem eleições diretas.
Fernando Collor se lança candidato como o defensor dos humildes, o caçador de marajás, como eram conhecidos os funcionários públicos que recebiam supersalários.
“Vamos fazer do nosso voto a nossa arma, para retirar do Palácio do Planalto os maiores marajás desse país”, disse em discurso na época.
A estratégia funcionou. Collor venceu com 35 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 31 milhões.
O novo presidente assumiu em 15 de março de 1990. Pouco tempo depois da posse, começaram a circular as primeiras denúncias de corrupção envolvendo o nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias. PC, como ficou conhecido, era acusado de pedir dinheiro a empresários em troca de privilégios no governo.
“Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, declarou Collor, em 1991.
Em maio de 1992, estoura a bomba: em entrevista à revista Veja, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, afirma que PC Farias era testa-de-ferro de Fernando Collor. O presidente, segundo as declarações do irmão, sabia das atividades criminosas de seu ex-tesoureiro.
Dez meses depois, Pedro vai além. Em entrevista ao Jornal do Brasil, diz que Collor e Rosane faziam o que ele, Pedro, chamou de rituais de magia negra. E na própria Casa da Dinda, que era a mansão da família Collor, em Brasília.
Hoje, Rosane conta detalhes sobre esses rituais. E relata como foi o encontro com Maria Cecília, no dia em que teria sido ameaçada por telefone.
Rosane: Já tem bastante tempo que ela aceitou Jesus, ela hoje é pastora, e ela estava fazendo lançamento de um novo CD, onde ela contava todas as experiências.
Fantástico: Inclusive os rituais de magia negra que aconteciam.
Rosane: Inclusive os rituais de magia negra que eles faziam, mas não com a minha participação, porque algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar.
Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: “Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho muito imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na Presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil”.
Outra, com ele já presidente, nos porões da Casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: “E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, lá nos porões da Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na Presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo”.
Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais.
Fantástico: Nesse livro, você vai contar justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados.
Rosane: Com certeza.
Fantástico: Que rituais são esses?
Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes.
Fantástico: E com animais, o que acontecia?
Rosane: Com animais era matança mesmo. Mata galinhas, mata boi, vaca. São animais que são sacrificados.
Uma imagem mostra a proximidade de Maria Cecília com Fernando Collor: em 1991, ela sobe a rampa ao lado do presidente, e trocando sorrisos. A cor branca do terno teria sido uma orientação de Cecília.
Também por orientação dela, segundo Rosane, Collor fazia rituais com a intenção de se proteger de inimigos políticos. Tentando fazer com que fossem atingidos pelo mal que desejassem contra ele.
Rosane: O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda ele ficou. Tem um porão e ele ficou durante três dias isolado mesmo, como se fosse se consagrando.
Fantástico: Com animal morto?
Rosane: Mas não no mesmo local. Dormindo numa esteira, ficando ali vestido com roupa branca.
Fantástico: E ele fazia isso pedindo o quê?
Rosane: Porque ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele, voltava.
Fantástico: Durante quanto tempo vocês fizeram esse tipo de ritual?
Rosane: Quando eu conheci o Fernando ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava.
Rosane afirma acreditar que esses rituais deram origem ao que ela chama de "Maldição do Collor", e que ela e Maria Cecília só escaparam por terem aceitado Jesus.
Rosane: Eu e a Cecília somos duas pessoas que estamos vivas. Eu não acredito em coincidência, eu acredito em ‘jesuscidência’. E somos duas pessoas que estamos vivas por ter aceitado Jesus.
Fantástico: O que você chama de "Maldição do Collor"?
Rosane: De as pessoas que tentaram prejudicá-lo. Vários exemplos morreram de morte estranha. Eu acredito na maldição, de aquilo que quando você deseja o mal para alguém, isso pode acontecer.
Fantástico: Quantas pessoas morreram de maneira estranha?
Rosane: Eu não sei quantas pessoas foram
Fantástico: Quais foram as que você atribui a maldição? A mulher do PC Farias?
Rosane: É que é uma pessoa que não tinha muito carinho pelo Fernando. Ela não gostava do Fernando. Agora jamais vou afirmar que o Fernando fez algum trabalho para que ela fosse morta.
Pedro Collor morreria em 1994, vítima de um câncer no cérebro. Dois anos antes, as denúncias feitas por ele na revista Veja provocaram a criação de uma CPI, e Collor tentou uma cartada: ele pediu o apoio popular.
“Saiam no próximo domingo de casa com alguma peça de roupa com as cores da nossa bandeira! Que exponham nas janelas! Que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim, no próximo domingo, nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria”, pediu Collor, em 14 de agosto de 1992.
Dois dias depois da conclamação, em vez de usar verde e amarelo, milhares de jovens que ficariam conhecidos como caras-pintadas vão para as ruas vestindo preto. E pedem o afastamento do presidente.
Em junho, Collor tinha feito um pronunciamento em rede nacional negando que mantivesse contato com PC Farias.
“Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário”, disse em 20 de junho de 1992.
Hoje, Rosane, pela primeira vez, desmente o ex-marido. E diz que, por isso, Collor tem medo do livro que ela está escrevendo:
Fantástico: Quem você acha que está temendo hoje pelo lançamento do seu livro?
Rosane: Eu prefiro acreditar que tem pessoas que estão receosas.
Fantástico: Quem?
Rosane: O próprio Fernando, né? Porque eu acredito que eu vou contar coisas que ele não gostaria de ser contada.
Fantástico: Por exemplo?
Rosane: Vou dar um exemplo forte. O PC continuava, ele tomava café da manhã na Casa da Dinda. E ele disse que não, e acontecia. Uma vez por semana, ele tomava café na Casa da Dinda com Fernando, presidente da República. Agora, depois que começaram a sair as notícias ruins, aí ele nunca mais foi tomar café na nossa casa. Até porque o PC era tesoureiro do Fernando na época da campanha. Ele é quem fez toda a arrecadação, isso todo mundo sabe.
Fantástico: E depois da campanha, depois de eleito, qual era a relação de Fernando Collor de Mello com PC Farias?
Rosane: De amizade, eles eram amigos.
Fantástico: Mas no governo?
Rosane: Eu acredito que ele tinha influência. Eu acredito não, eu tenho certeza absoluta que o PC teve influência no governo. Tanto que ele tinha irmão que foi ser da Saúde.
Fantástico: Mas o Fernando Collor der Mello negou essa informação na época, dizendo que ele não tinha contato com o PC Farias. Por que ele negou?
Rosane: Não sei por que ele negou.
Fantástico: Você perguntou pra ele?
Rosane: Perguntei, ele disse que preferia que fosse assim.
Fantástico: Quem tinha mais influência sobre Fernando Collor de Mello. Rosane Collor ou PC Farias?
Rosane: Nossa, eu acredito que o PC Farias.
Rosane lembra que em 1993, quando foi decretada a prisão de PC Farias, a mulher dele, Elma, saiu em defesa do marido: “O Paulo César não agiu sozinho, ele teve alguém que mandou. O chefe maior foi quem mandou ele fazer isso.”, disse na época.
Fantástico: E o chefe era o Fernando Collor?
Rosane: Eu acredito que, quando ela falou nessa entrevista, eu acredito que ela tenha falado do Fernando.
Rosane revela que, quando foi presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), teve problemas com PC Farias.
Rosane: Uma certa manhã, nós estávamos tomando café da manhã na Casa da Dinda, eu era presidente da LBA de fato, e no café da manhã eu fui conversar com o Fernando e o PC estava lá, e eu disse que eu não gostaria que o PC viesse interferir na LBA.
Fantástico: Que tipo de interferência ele queria fazer?
Rosane: Colocando muitas pessoas pra trabalhar em cargos importantes.
Fantástico: Pessoas dele?
Rosane: Pessoas ligadas a ele. Eu disse que eu não ia permitir.
Fantástico: Isso coincidiu com a primeira crise do casal, no final de 1991?
Rosane: Exatamente. Foi aí a grande crise que nós tivemos no casamento.
Fernando Collor não se preocupou em esconder que durante o período de crise no casamento andava sem a aliança.
Rosane revela agora como o presidente e a primeira-dama mais jovens da história eram assediados nos salões da política.
Fantástico: Vocês eram um casal jovem, bonito. Tinha muito assédio sobre vocês?
Rosane: Com certeza. Eu acredito que de ambas as partes.
Fantástico: Muita mulher dando em cima do Fernando Collor?
Rosane: Muitas mulheres.
Fantástico: Muito homens dando em cima de você também?
Rosane: Com certeza. Isso é natural. Até pelo fato de a primeira-dama ser jovem, até pelo fato do presidente ser jovem, ter 40 anos de idade.
Fantástico: Você, como primeira-dama, foi assediada?
Rosane: É normal. As pessoas olham, se encantam.
Fantástico: Foi cantada?
Rosane: Não sei se cantada, mas palavras mais gentis.
Fantástico: Presentes?
Rosane: É, ganhei. Presente de joias, e eu entregava pra ele. Para saber o que eu fazia.
Fantástico: Homens te mandando joias de presente?
Rosane: É, de presente. Dava presente. Dizia: era presente para a primeira-dama. Normal.
Mais tarde, a própria Rosane foi afastada da presidência da LBA, sob acusações de desvio de verbas.
Rosane: Em relação a isso eu não faço mais nenhum comentário, porque o Supremo Tribunal Federal me deu ganho de causa por unanimidade.
PC Farias foi preso em 1993, e em 1996, quando estava em liberdade condicional, foi encontrado morto em Maceió. A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que se suicidou em seguida, mas o crime nunca foi completamente desvendado.
Fantástico: Onde você e o Collor estavam quando o PC Farias morreu?
Rosane: Nós estávamos no Taiti.
Fantástico: Como que vocês receberam essa notícia?
Rosane: Ele ficou preocupado. Agradeceu por não estar lá, porque poderia passar na cabeça das pessoas que ele poderia estar envolvido.
Fantástico: Você achou?
Rosane: Não, em nenhum momento. Como acredito que ele não está envolvido na morte do PC.
O momento decisivo da carreira política de Fernando Collor de Mello aconteceu no dia 24 de agosto de 1992. A CPI encarregada de investigar as denúncias contra o presidente concluiu: “Os documentos apresentados hoje pela Comissão Parlamentar de inquérito apontam as ligações do presidente Collor e de sua família com o chamado esquema PC”, noticiou o Jornal Nacional em 24 de agosto de 1992
Os documentos registram uma reforma de US$ 2,5 milhões na Casa da Dinda, a mansão da família Collor, em Brasília; a compra de um carro Fiat Elba; e despesas pessoais, tudo pago por cheques de fantasmas, ou seja, de pessoas fictícias, inventadas, o que caracteriza crime contra a probidade na administração, um crime de responsabilidade, cuja pena é a perda do cargo. A votação do relatório pelo plenário da Câmara aconteceu no dia 29 de setembro de 1992.
Fantástico: O momento do impeachment. O momento da votação. Onde você estava?
Rosane: Nossa, foi muito tenso. Eu ia ficar com ele, eu queria assistir lá na presidência, no Planalto. Mas ele falou que não queria. Que ele queria assistir sozinho. E cada minuto, cada voto que era dado, ele ligava pra mim. Aí no momento que ele viu que não tinha mais jeito, que realmente o impeachment ia acontecer, ele realmente ficou desesperado.
Fantástico: Quando vocês se encontraram depois disso, o que ele te falou?
Rosane: Só nos abraçamos. Quando ele chegou em casa, nos abraçamos, eu tentei acalmá-lo, tranquilizá-lo e dizer: ‘Vai passar, eu estou aqui contigo, eu vou estar sempre do teu lado’.
Em entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto, no Fantástico, Fernando Collor admitiu que pensou no pior, no suicídio.
Rosane lembra que nesse momento ficou apavorada.
Rosane: Eu procurei tirar as armas que tinham dentro de casa, eu tirei. Até por precaução, porque num momento de desespero a pessoa pode fazer. Então eu tentei. Durante muito tempo. Eu comecei a ter problema de insônia, porque eu já não conseguia dormir. Eu ficava angustiada, achando que ele era capaz de fazer alguma coisa. Então qualquer movimento dele, nos primeiros dias, se ele levantasse da cama, eu tava com o sono tão leve, era uma coisa impressionante, era tão leve meu sono que ele levantava e eu já acordava. Podia ser o que fosse, eu acho que nem dormia.
Fantástico: Ele ia pro banheiro...
Rosane: Ele ia pro banheiro, eu já acordava e corria atrás dele. Ele dizia: "Calma, Quinha, eu estou no banheiro". Eu achava que, não sei, que ele pudesse cometer, porque foi tudo muito rápido, foi uma coisa muito rápida...
Fantástico: Cometer suicídio?
Rosane: Eu achei que ele pudesse cometer.
Aprovado na Câmara, o pedido de impeachment seguiu para o Senado já no dia seguinte, sendo também aprovado e dando início ao julgamento de Collor, que deveria estar concluído em até 180 dias. Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que, seguindo os trâmites oficiais, só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez.
Rosane: Então, naquele momento, quando ele assinou, ele estava muito triste, ele estava muito abatido, ele estava muito magro. Estava depressivo, já não conseguia se alimentar direito. E naquele momento, quando ele assinou e nós fomos descer a rampa e ele quis baixar a cabeça, eu segurei na mão dele, e disse: ‘Vamos, levanta a cabeça, vamos em frente que a gente vai conseguir’.
Em 29 de dezembro, o Senado se reúne sob o comando do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Sidney Sanches, para julgar se Fernando Collor era mesmo culpado pelo crime de responsabilidade, apontado pela Câmara. Se condenado, Collor continuaria afastado, não voltaria à Presidência e ficaria inelegível por oito anos. Para escapar dessa punição e garantir seus direitos políticos, ele tenta uma manobra de última hora: renuncia à Presidência. Mas a tentativa não dá certo. Resultado: Fernando Collor é finalmente condenado.
Na esfera criminal, dois anos depois, Collor enfrentou no STF a acusação de corrupção passiva. Alegou que as despesas apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989 e com um suposto empréstimo feito no Uruguai. Collor alegou também desconhecer que suas contas eram pagas por meio de cheques de fantasmas. Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores. Mas, no entendimento do STF, a procuradoria não conseguiu nenhum documento que provasse isso de forma inequívoca. Por essa razão, por cinco votos a três, o Supremo absolveu Collor da acusação de corrupção passiva.
Hoje, Rosane faz uma avaliação sobre o passado.
Fantástico: Você tava preparada pra tanto poder?
Rosane: Ah, não, de jeito nenhum, acho que a gente não tava preparado.
Fantástico: Você se deslumbrou?
Rosane: Eu acho que todo mundo se deslumbra. Eu acho que chega o momento que a gente vê. Eu chegava e estava ao lado da princesa Diana. Eu estava jantando com a princesa Diana.
Collor voltou à política em 2002 e perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. A separação de Rosane e Fernando Collor tinha ocorrido um ano antes, em 2005:
Fantástico: Essa casa onde você vive é de quem?
Rosane: Essa casa, hoje ela está, ele colocou porque ele tem um débito comigo na pensão alimentícia.
Segundo Rosane, a dívida de Collor é de R$ 950 mil. Ela briga na Justiça para ter acesso a parte dos bens que o ex-marido acumulou na vida pública. Os dois eram casados em regime de separação de bens. Quando casou, Rosane tinha 19 anos.
Fantástico: Vocês se casaram em que regime?
Rosane: Antes, em separação de bens total. Eu não sabia, eu achava que tinha sido parcial. Eu achava que aquilo que ele tinha antes era dele. E aquilo que a gente construísse seria nosso. Mas infelizmente, pela minha imaturidade, eu assinei um documento que eu não sabia o que estava fazendo.
Fantástico: Você pode dizer de quanto é sua pensão hoje?
Rosane: É de R$ 18 mil reais. É a pensão que eu recebo.
Fantástico: E você acha pouco?
Rosane: Pela vida que ele tem, sim. Eu vejo amigas minhas que se separaram. Agora há pouco tempo eu tenho um caso de uma amiga minha que se separou, o marido não é ex-presidente, não é senador da República, e tem uma pensão de quase R$ 40 mil.
Fantástico: E você, o que sente por ele?
Rosane: É aquilo que eu digo: o Fernando foi o grande amor da minha vida, mas também foi minha grande decepção.
Durante duas semanas, nós tentamos ouvir o senador Fernando Collor sobre as declarações da ex-mulher, Rosane. no último contato, o ex-presidente respondeu que não falaria "nem um minuto, nem meio minuto" sobre as revelações da ex-primeira-dama.
Procuramos também a pastora Maria Cecília, mas ela não quis receber a nossos repórteres. Disse apenas que considera os rituais na Casa da Dinda assunto encerrado.
Fonte: Fantastico
MATERIA DO DIA - Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, morre aos 71 anos
Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, morreu nesta segunda, 16, aos 71 anos, após sofrer uma embolia pulmonar. Lord lutava contra um câncer no pâncreas e estava na companhia de seus familiares em uma clínica de Londres. A informação foi confirmada pela produtora Guest Pr, que cuidava da carreira dele.
Lord foi um dos fundadores do Deep Purple em 1968, junto ao baterista Ian Paice, e permaneceu na banda até em 1976, tempo em que ajudou a compor alguns clássicos como “Smoke On the Water” e “Child in Time”. Em 1984, após integrar outros projetos, o tecladista voltou a se apresentar com o grupo, com o qual permaneceu até 2002.
Além do Deep Purple, ele também integrou a banda Whitesnake e outras como The Artwoods e Flower Pot Men. Registrou também alguns discos solo, nos quais mostrou seu trabalho de música clássica.
Fonte: Rollingstone
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