quarta-feira, 18 de julho de 2012

BRASIL - Polemica entrevista com ex mulher de Collor





Veja entrevista aqui 


Rosane Collor revela que ex-presidente fazia rituais de magia negra na Casa da Dinda


Vinte anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a ex-mulher dele decide abrir o jogo sobre esse período conturbado da história do Brasil. Rosane Collor diz que o ex-marido mentiu sobre as relações dele com Paulo Cesar Farias, o PC Farias, figura que comandava um esquema de corrupção dentro do governo. Rosane conta mais: confirma que para se defender de inimigos políticos, o então presidente Collor participava de sessões de magia negra nos porões da Casa da Dinda, a residência oficial do casal em Brasília. A reportagem é de Renata Ceribelli.

Fantástico: Você tem saudade do poder? 
Rosane: O poder é efêmero, o poder um dia acaba. 


Em 1990, quando Fernando e Rosane Collor de Mello se tornaram o presidente e a primeira-dama mais jovens do Brasil, ele com 40 anos e ela com 26, ninguém poderia imaginar essa cena: a Rosane, que chamava atenção pelas roupas caras e extravagantes, passando sempre a imagem de mulher poderosa, hoje se senta com a Bíblia entre as mãos em cultos evangélicos para pedir ajuda e dar testemunhos como esse: 


Rosane: E olha que eu tive muitos momentos em que eu disse: ‘Jesus, me leva, aqui nessa terra eu não quero ficar mais’. 


Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso. 


Nesta entrevista, Rosane fala pela primeira vez sobre o que viu e viveu na presidência do ex-marido, hoje senador. São revelações inéditas, que confirmam boa parte do que Pedro Collor, irmão já falecido do ex-presidente, disse há 20 anos, detonando o processo de impeachment, o afastamento de Fernando Collor do poder. 


A versão de Rosane estará também num livro que ela escreve com o jornalista Fábio Fabretti. 


“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, diz a ex-primeira-dama. 


Rosane conta que chegou a ser ameaçada ao decidir ir à casa de uma pastora chamada Maria Cecília, da Igreja Resgatando Vidas para Deus. Cecília era amiga do casal Collor, e antes de se converter à Igreja, se dedicava ao que Rosane chama de magia negra. Nesse encontro, a pastora distribuiu uma gravação em que revelava trabalhos de magia feitos por encomenda do presidente na Casa da Dinda, a mansão da família Collor em Brasília. Revelações que Rosane confirmará nessa entrevista. 


Rosane: Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria. E eu repreendi, disse que não tinha medo. 
Fantástico: E você acha que foi ele? Ou foi ele que te ameaçou? 
Rosane: Foi ele que ameaçou. 
Fantástico: Ele te ligou e pessoalmente te disse isso? 
Rosane: Um telefonema anônimo. Eu não sei se era ele que estava no telefone. Eu sei que eram pessoas que falavam dizendo que ele tinha mandado ligar, dizendo que eu não fosse para aquele culto, porque se eu fosse eu não voltaria. 


Para entender as acusações de Rosane Collor de Mello contra o ex-marido, é preciso relembrar um dos momentos mais dramáticos da história do país. 


O ano é 1989. O Brasil está eufórico por votar para Presidente da República depois de 29 anos sem eleições diretas. 


Fernando Collor se lança candidato como o defensor dos humildes, o caçador de marajás, como eram conhecidos os funcionários públicos que recebiam supersalários. 


“Vamos fazer do nosso voto a nossa arma, para retirar do Palácio do Planalto os maiores marajás desse país”, disse em discurso na época. 


A estratégia funcionou. Collor venceu com 35 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 31 milhões. 


O novo presidente assumiu em 15 de março de 1990. Pouco tempo depois da posse, começaram a circular as primeiras denúncias de corrupção envolvendo o nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias. PC, como ficou conhecido, era acusado de pedir dinheiro a empresários em troca de privilégios no governo. 


“Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, declarou Collor, em 1991. 


Em maio de 1992, estoura a bomba: em entrevista à revista Veja, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, afirma que PC Farias era testa-de-ferro de Fernando Collor. O presidente, segundo as declarações do irmão, sabia das atividades criminosas de seu ex-tesoureiro. 


Dez meses depois, Pedro vai além. Em entrevista ao Jornal do Brasil, diz que Collor e Rosane faziam o que ele, Pedro, chamou de rituais de magia negra. E na própria Casa da Dinda, que era a mansão da família Collor, em Brasília. 


Hoje, Rosane conta detalhes sobre esses rituais. E relata como foi o encontro com Maria Cecília, no dia em que teria sido ameaçada por telefone. 


Rosane: Já tem bastante tempo que ela aceitou Jesus, ela hoje é pastora, e ela estava fazendo lançamento de um novo CD, onde ela contava todas as experiências. 
Fantástico: Inclusive os rituais de magia negra que aconteciam. 
Rosane: Inclusive os rituais de magia negra que eles faziam, mas não com a minha participação, porque algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar. 


Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: “Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho muito imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na Presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil”. 


Outra, com ele já presidente, nos porões da Casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: “E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, lá nos porões da Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na Presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo”. 


Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais. 
Fantástico: Nesse livro, você vai contar justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados. 
Rosane: Com certeza. 
Fantástico: Que rituais são esses? 
Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes. 
Fantástico: E com animais, o que acontecia? 
Rosane: Com animais era matança mesmo. Mata galinhas, mata boi, vaca. São animais que são sacrificados. 


Uma imagem mostra a proximidade de Maria Cecília com Fernando Collor: em 1991, ela sobe a rampa ao lado do presidente, e trocando sorrisos. A cor branca do terno teria sido uma orientação de Cecília.


Também por orientação dela, segundo Rosane, Collor fazia rituais com a intenção de se proteger de inimigos políticos. Tentando fazer com que fossem atingidos pelo mal que desejassem contra ele. 


Rosane: O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda ele ficou. Tem um porão e ele ficou durante três dias isolado mesmo, como se fosse se consagrando. 
Fantástico: Com animal morto? 
Rosane: Mas não no mesmo local. Dormindo numa esteira, ficando ali vestido com roupa branca. 
Fantástico: E ele fazia isso pedindo o quê? 
Rosane: Porque ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele, voltava. 


Fantástico: Durante quanto tempo vocês fizeram esse tipo de ritual? 
Rosane: Quando eu conheci o Fernando ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava. 


Rosane afirma acreditar que esses rituais deram origem ao que ela chama de "Maldição do Collor", e que ela e Maria Cecília só escaparam por terem aceitado Jesus. 


Rosane: Eu e a Cecília somos duas pessoas que estamos vivas. Eu não acredito em coincidência, eu acredito em ‘jesuscidência’. E somos duas pessoas que estamos vivas por ter aceitado Jesus. 


Fantástico: O que você chama de "Maldição do Collor"? 
Rosane: De as pessoas que tentaram prejudicá-lo. Vários exemplos morreram de morte estranha. Eu acredito na maldição, de aquilo que quando você deseja o mal para alguém, isso pode acontecer. 


Fantástico: Quantas pessoas morreram de maneira estranha? 
Rosane: Eu não sei quantas pessoas foram 
Fantástico: Quais foram as que você atribui a maldição? A mulher do PC Farias? 
Rosane: É que é uma pessoa que não tinha muito carinho pelo Fernando. Ela não gostava do Fernando. Agora jamais vou afirmar que o Fernando fez algum trabalho para que ela fosse morta. 


Pedro Collor morreria em 1994, vítima de um câncer no cérebro. Dois anos antes, as denúncias feitas por ele na revista Veja provocaram a criação de uma CPI, e Collor tentou uma cartada: ele pediu o apoio popular. 


“Saiam no próximo domingo de casa com alguma peça de roupa com as cores da nossa bandeira! Que exponham nas janelas! Que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira. Porque assim, no próximo domingo, nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria”, pediu Collor, em 14 de agosto de 1992. 


Dois dias depois da conclamação, em vez de usar verde e amarelo, milhares de jovens que ficariam conhecidos como caras-pintadas vão para as ruas vestindo preto. E pedem o afastamento do presidente. 


Em junho, Collor tinha feito um pronunciamento em rede nacional negando que mantivesse contato com PC Farias. 


“Há cerca de dois anos não encontro o senhor Paulo César Farias, nem falo com ele. Mente quem afirma o contrário”, disse em 20 de junho de 1992. 


Hoje, Rosane, pela primeira vez, desmente o ex-marido. E diz que, por isso, Collor tem medo do livro que ela está escrevendo: 


Fantástico: Quem você acha que está temendo hoje pelo lançamento do seu livro? 
Rosane: Eu prefiro acreditar que tem pessoas que estão receosas. 
Fantástico: Quem? 
Rosane: O próprio Fernando, né? Porque eu acredito que eu vou contar coisas que ele não gostaria de ser contada. 
Fantástico: Por exemplo? 
Rosane: Vou dar um exemplo forte. O PC continuava, ele tomava café da manhã na Casa da Dinda. E ele disse que não, e acontecia. Uma vez por semana, ele tomava café na Casa da Dinda com Fernando, presidente da República. Agora, depois que começaram a sair as notícias ruins, aí ele nunca mais foi tomar café na nossa casa. Até porque o PC era tesoureiro do Fernando na época da campanha. Ele é quem fez toda a arrecadação, isso todo mundo sabe. 
Fantástico: E depois da campanha, depois de eleito, qual era a relação de Fernando Collor de Mello com PC Farias? 
Rosane: De amizade, eles eram amigos. 
Fantástico: Mas no governo? 
Rosane: Eu acredito que ele tinha influência. Eu acredito não, eu tenho certeza absoluta que o PC teve influência no governo. Tanto que ele tinha irmão que foi ser da Saúde. 
Fantástico: Mas o Fernando Collor der Mello negou essa informação na época, dizendo que ele não tinha contato com o PC Farias. Por que ele negou? 
Rosane: Não sei por que ele negou. 
Fantástico: Você perguntou pra ele? 
Rosane: Perguntei, ele disse que preferia que fosse assim. 
Fantástico: Quem tinha mais influência sobre Fernando Collor de Mello. Rosane Collor ou PC Farias? 
Rosane: Nossa, eu acredito que o PC Farias. 


Rosane lembra que em 1993, quando foi decretada a prisão de PC Farias, a mulher dele, Elma, saiu em defesa do marido: “O Paulo César não agiu sozinho, ele teve alguém que mandou. O chefe maior foi quem mandou ele fazer isso.”, disse na época. 


Fantástico: E o chefe era o Fernando Collor? 
Rosane: Eu acredito que, quando ela falou nessa entrevista, eu acredito que ela tenha falado do Fernando. 


Rosane revela que, quando foi presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), teve problemas com PC Farias. 


Rosane: Uma certa manhã, nós estávamos tomando café da manhã na Casa da Dinda, eu era presidente da LBA de fato, e no café da manhã eu fui conversar com o Fernando e o PC estava lá, e eu disse que eu não gostaria que o PC viesse interferir na LBA. 
Fantástico: Que tipo de interferência ele queria fazer? 
Rosane: Colocando muitas pessoas pra trabalhar em cargos importantes. 
Fantástico: Pessoas dele? 
Rosane: Pessoas ligadas a ele. Eu disse que eu não ia permitir. 


Fantástico: Isso coincidiu com a primeira crise do casal, no final de 1991? 
Rosane: Exatamente. Foi aí a grande crise que nós tivemos no casamento. 


Fernando Collor não se preocupou em esconder que durante o período de crise no casamento andava sem a aliança. 


Rosane revela agora como o presidente e a primeira-dama mais jovens da história eram assediados nos salões da política. 


Fantástico: Vocês eram um casal jovem, bonito. Tinha muito assédio sobre vocês? 
Rosane: Com certeza. Eu acredito que de ambas as partes. 
Fantástico: Muita mulher dando em cima do Fernando Collor? 
Rosane: Muitas mulheres. 
Fantástico: Muito homens dando em cima de você também? 
Rosane: Com certeza. Isso é natural. Até pelo fato de a primeira-dama ser jovem, até pelo fato do presidente ser jovem, ter 40 anos de idade. 
Fantástico: Você, como primeira-dama, foi assediada? 
Rosane: É normal. As pessoas olham, se encantam. 
Fantástico: Foi cantada? 
Rosane: Não sei se cantada, mas palavras mais gentis. 
Fantástico: Presentes? 
Rosane: É, ganhei. Presente de joias, e eu entregava pra ele. Para saber o que eu fazia. 
Fantástico: Homens te mandando joias de presente? 
Rosane: É, de presente. Dava presente. Dizia: era presente para a primeira-dama. Normal. 


Mais tarde, a própria Rosane foi afastada da presidência da LBA, sob acusações de desvio de verbas.


Rosane: Em relação a isso eu não faço mais nenhum comentário, porque o Supremo Tribunal Federal me deu ganho de causa por unanimidade. 


PC Farias foi preso em 1993, e em 1996, quando estava em liberdade condicional, foi encontrado morto em Maceió. A polícia concluiu que PC foi morto pela namorada, que se suicidou em seguida, mas o crime nunca foi completamente desvendado. 


Fantástico: Onde você e o Collor estavam quando o PC Farias morreu? 
Rosane: Nós estávamos no Taiti. 
Fantástico: Como que vocês receberam essa notícia? 
Rosane: Ele ficou preocupado. Agradeceu por não estar lá, porque poderia passar na cabeça das pessoas que ele poderia estar envolvido. 
Fantástico: Você achou? 
Rosane: Não, em nenhum momento. Como acredito que ele não está envolvido na morte do PC. 


O momento decisivo da carreira política de Fernando Collor de Mello aconteceu no dia 24 de agosto de 1992. A CPI encarregada de investigar as denúncias contra o presidente concluiu: “Os documentos apresentados hoje pela Comissão Parlamentar de inquérito apontam as ligações do presidente Collor e de sua família com o chamado esquema PC”, noticiou o Jornal Nacional em 24 de agosto de 1992 


Os documentos registram uma reforma de US$ 2,5 milhões na Casa da Dinda, a mansão da família Collor, em Brasília; a compra de um carro Fiat Elba; e despesas pessoais, tudo pago por cheques de fantasmas, ou seja, de pessoas fictícias, inventadas, o que caracteriza crime contra a probidade na administração, um crime de responsabilidade, cuja pena é a perda do cargo. A votação do relatório pelo plenário da Câmara aconteceu no dia 29 de setembro de 1992. 


Fantástico: O momento do impeachment. O momento da votação. Onde você estava? 
Rosane: Nossa, foi muito tenso. Eu ia ficar com ele, eu queria assistir lá na presidência, no Planalto. Mas ele falou que não queria. Que ele queria assistir sozinho. E cada minuto, cada voto que era dado, ele ligava pra mim. Aí no momento que ele viu que não tinha mais jeito, que realmente o impeachment ia acontecer, ele realmente ficou desesperado. 


Fantástico: Quando vocês se encontraram depois disso, o que ele te falou? 
Rosane: Só nos abraçamos. Quando ele chegou em casa, nos abraçamos, eu tentei acalmá-lo, tranquilizá-lo e dizer: ‘Vai passar, eu estou aqui contigo, eu vou estar sempre do teu lado’. 


Em entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto, no Fantástico, Fernando Collor admitiu que pensou no pior, no suicídio. 


Rosane lembra que nesse momento ficou apavorada. 


Rosane: Eu procurei tirar as armas que tinham dentro de casa, eu tirei. Até por precaução, porque num momento de desespero a pessoa pode fazer. Então eu tentei. Durante muito tempo. Eu comecei a ter problema de insônia, porque eu já não conseguia dormir. Eu ficava angustiada, achando que ele era capaz de fazer alguma coisa. Então qualquer movimento dele, nos primeiros dias, se ele levantasse da cama, eu tava com o sono tão leve, era uma coisa impressionante, era tão leve meu sono que ele levantava e eu já acordava. Podia ser o que fosse, eu acho que nem dormia. 
Fantástico: Ele ia pro banheiro... 
Rosane: Ele ia pro banheiro, eu já acordava e corria atrás dele. Ele dizia: "Calma, Quinha, eu estou no banheiro". Eu achava que, não sei, que ele pudesse cometer, porque foi tudo muito rápido, foi uma coisa muito rápida... 
Fantástico: Cometer suicídio? 
Rosane: Eu achei que ele pudesse cometer. 


Aprovado na Câmara, o pedido de impeachment seguiu para o Senado já no dia seguinte, sendo também aprovado e dando início ao julgamento de Collor, que deveria estar concluído em até 180 dias. Até lá, Collor ficaria afastado da presidência temporariamente, sendo substituído pelo vice Itamar Franco, o que, seguindo os trâmites oficiais, só aconteceu em 2 de outubro de 1992. Foi o dia em que Collor desceu a rampa do Palácio do Planalto pela última vez. 


Rosane: Então, naquele momento, quando ele assinou, ele estava muito triste, ele estava muito abatido, ele estava muito magro. Estava depressivo, já não conseguia se alimentar direito. E naquele momento, quando ele assinou e nós fomos descer a rampa e ele quis baixar a cabeça, eu segurei na mão dele, e disse: ‘Vamos, levanta a cabeça, vamos em frente que a gente vai conseguir’. 


Em 29 de dezembro, o Senado se reúne sob o comando do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Sidney Sanches, para julgar se Fernando Collor era mesmo culpado pelo crime de responsabilidade, apontado pela Câmara. Se condenado, Collor continuaria afastado, não voltaria à Presidência e ficaria inelegível por oito anos. Para escapar dessa punição e garantir seus direitos políticos, ele tenta uma manobra de última hora: renuncia à Presidência. Mas a tentativa não dá certo. Resultado: Fernando Collor é finalmente condenado. 


Na esfera criminal, dois anos depois, Collor enfrentou no STF a acusação de corrupção passiva. Alegou que as despesas apontadas pela Câmara foram pagas com sobras do dinheiro da campanha de 1989 e com um suposto empréstimo feito no Uruguai. Collor alegou também desconhecer que suas contas eram pagas por meio de cheques de fantasmas. Para condená-lo por corrupção passiva, era necessário que a procuradoria provasse que Collor recebeu dinheiro em troca de favores e serviços prestados a corruptores. Mas, no entendimento do STF, a procuradoria não conseguiu nenhum documento que provasse isso de forma inequívoca. Por essa razão, por cinco votos a três, o Supremo absolveu Collor da acusação de corrupção passiva. 


Hoje, Rosane faz uma avaliação sobre o passado. 


Fantástico: Você tava preparada pra tanto poder? 
Rosane: Ah, não, de jeito nenhum, acho que a gente não tava preparado. 
Fantástico: Você se deslumbrou? 
Rosane: Eu acho que todo mundo se deslumbra. Eu acho que chega o momento que a gente vê. Eu chegava e estava ao lado da princesa Diana. Eu estava jantando com a princesa Diana. 


Collor voltou à política em 2002 e perdeu a eleição para o governo de Alagoas. Em 2006, foi eleito senador pelo mesmo estado. A separação de Rosane e Fernando Collor tinha ocorrido um ano antes, em 2005: 


Fantástico: Essa casa onde você vive é de quem? 
Rosane: Essa casa, hoje ela está, ele colocou porque ele tem um débito comigo na pensão alimentícia. 


Segundo Rosane, a dívida de Collor é de R$ 950 mil. Ela briga na Justiça para ter acesso a parte dos bens que o ex-marido acumulou na vida pública. Os dois eram casados em regime de separação de bens. Quando casou, Rosane tinha 19 anos. 


Fantástico: Vocês se casaram em que regime? 
Rosane: Antes, em separação de bens total. Eu não sabia, eu achava que tinha sido parcial. Eu achava que aquilo que ele tinha antes era dele. E aquilo que a gente construísse seria nosso. Mas infelizmente, pela minha imaturidade, eu assinei um documento que eu não sabia o que estava fazendo. 


Fantástico: Você pode dizer de quanto é sua pensão hoje? 
Rosane: É de R$ 18 mil reais. É a pensão que eu recebo. 
Fantástico: E você acha pouco? 
Rosane: Pela vida que ele tem, sim. Eu vejo amigas minhas que se separaram. Agora há pouco tempo eu tenho um caso de uma amiga minha que se separou, o marido não é ex-presidente, não é senador da República, e tem uma pensão de quase R$ 40 mil. 


Fantástico: E você, o que sente por ele? 
Rosane: É aquilo que eu digo: o Fernando foi o grande amor da minha vida, mas também foi minha grande decepção. 


Durante duas semanas, nós tentamos ouvir o senador Fernando Collor sobre as declarações da ex-mulher, Rosane. no último contato, o ex-presidente respondeu que não falaria "nem um minuto, nem meio minuto" sobre as revelações da ex-primeira-dama. 


Procuramos também a pastora Maria Cecília, mas ela não quis receber a nossos repórteres. Disse apenas que considera os rituais na Casa da Dinda assunto encerrado.


Fonte: Fantastico

MATERIA DO DIA - Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, morre aos 71 anos




Jon Lord, ex-tecladista do Deep Purple, morreu nesta segunda, 16, aos 71 anos, após sofrer uma embolia pulmonar. Lord lutava contra um câncer no pâncreas e estava na companhia de seus familiares em uma clínica de Londres. A informação foi confirmada pela produtora Guest Pr, que cuidava da carreira dele.


Lord foi um dos fundadores do Deep Purple em 1968, junto ao baterista Ian Paice, e permaneceu na banda até em 1976, tempo em que ajudou a compor alguns clássicos como “Smoke On the Water” e “Child in Time”. Em 1984, após integrar outros projetos, o tecladista voltou a se apresentar com o grupo, com o qual permaneceu até 2002.





Além do Deep Purple, ele também integrou a banda Whitesnake e outras como The Artwoods e Flower Pot Men. Registrou também alguns discos solo, nos quais mostrou seu trabalho de música clássica.


Fonte: Rollingstone 

MUSICA DO DIA - Peter Tosh & Mick Jagger - Walk And Dont Look Back





Don't Look Back Peter Tosh
You've Gotta Walk)Don't Look Back
If it's love that you're running from 
There is no hiding place 
Just your problems, no one else's problems 
You just have to face 


If you just put your hand in mine 
We're gonna leave all our troubles behind 
Gonna walk and don't look back(2x) (CHORUS) 
Now if your first lover let you down 
There's something that can be done 
Don't kill your faith in love 
Remembering what's become 
CHORUS 


Places behind you 
There to remind you 


Now if your first lover let you down 
There's something that can be done 
Gonna heal your faith in love 
Remembering what's been done 
CHORUS 
(Talking): 
How far you been walkin' now 
About 100 miles 
You still got some more to walk 
I know, I got a little more to go 
I'm gettin' kind of tired but I got to keep on walkin' 
I'm walkin' barefoot 
You've got to walk and don't look back 
NÃO OLHE PRA TRÁS Peter Tosh Revisar tradução Cancelar Salvar 
Se é do amor que você está correndo
Não há esconderijo
(você não pode correr, você não pode se esconder, não pode correr)
É o seu problema e o de mais ninguém
Você terá que encarar
(você não pode correr, você não pode se esconder, não pode correr)


*Refrão*
Então se você colocar suas mão nas minhas Nós iremos deixar todos os problemas para trás Vamos andar E nÃo olhar pra trás (Não olhe pra trás) (+1x)
Agora, se seu primeiro amante te deixa triste
Existe algo que pode ser feito
(você não pode correr, você não pode se esconder, não pode correr)
Não cure sua fé no amor
Se lembrando o que aconteceu


Refrão


Lugares atrás de você
Você vai se recordar


Se seu primeiro amante partiu seu coração
Algo pode ser feito
(você não pode correr, você não pode se esconder, não pode correr)
Não cure sua fé no amor
Se lembrando do que foi perdido.
(você não pode correr, você não pode se esconder, não pode correr)
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terça-feira, 17 de julho de 2012

CAPA DE HOJE


NOTICIAS DO DIA


The Pretty Reckless: Ingressos para show em SP estão esgotados
Os ingressos para o show da banda The Pretty Reckless em São Paulo estão esgotados. A produtora Web Rockers anunciou também que restam poucos ingressos para as demais apresentações. A banda se apresenta no dia 03 de agosto em Curitiba, dia 04 na capital paulista e dia 05 no Rio de Janeiro 


Assista ao novo videoclipe de Jack White, "Freedom At 21"
O novo videoclipe de Jack White, "Freedom at 21", estreou nesta segunda-feira, 16. No vídeo, o músico aparece fugindo da polícia em um carro verde fluorescente e sendo preso por uma policial. 





Arcade Fire anuncia novo álbum para 2013
Os canadenses do Arcade Fire anunciaram via Twitter que o próximo disco da banda será lançado no ano que vem. Por enquanto não há outros detalhes sobre o álbum 


Testament: Ouça a nova faixa "Native Blood"
Uma nova faixa do Testament foi liberada para streaming. "Native Blood" faz parte do novo disco da banda, "Dark Roots Of Earth", que será lançado no dia 31 de julho pela Nuclear Blast Records 





Mötley Crüe libera canção gratuitamente por 24 horas
A banda norte-americana Mötley Crüe liberou gratuitamente o download do novo 'single', "Sex", por 24 horas em seu site oficial. A canção é parte do repertório do novo álbum, ainda sem previsão de lançamento 


Morre Jon Lord, tecladista do Deep Purple, aos 71 anos
Morreu nesta segunda-feira o tecladista fundador do Deep Purple, Jon Lord, aos 71 anos, em Londres. Lord, que lutava contra um câncer no pâncreas, faleceu devido a uma embolia 


King Diamond: assista ao show de retorno na íntegra
Depois de uma séria cirurgia no coração no final de 2010 o lendário KING DIAMOND voltou aos palcos em 9 de junho deste ano, no Sweden Rock Festival, em Sölvesborg, na Suécia.
Apesar das pessoas passando, falando e da distância do palco, este vídeo de um fã captura o show na íntegra com boa qualidade de som. Você pode vê-lo abaixo.





Bob Dylan: cantor lançará novo álbum em setembro
O cantor norte-americano Bob Dylan lançará um novo álbum dia 11 de setembro. O titulo do álbum é "Tempest" que terá 10 músicas inéditas. O álbum já está em pré-venda nas lojas Amazon e no iTunes.


CD Tributo Ao Overlife Inc.
A Balboa Discos esta organizando um CD tributo ao Overlife Inc. (1994-2011) a ser lançado até dezembro desse ano. O esquema será totalmente D.I.Y e o valor da prensagem será dividido em igual e as copias dividas entre todas bandas participantes. Já estão confirmados Bullet Bane, Plastic Fire, Kacttus, H.E.R.O, Hunger United, Blackjaw, Horace Green, La.Marca, Again e mais.


Metallica: Lars Ulrich fala sobre Jon Lord
O site oficial do Metallica foi atualizado com o seguinte texto de Lars Ulrich, a respeito do falecimento de Jon Lord do Deep Purple:
Desde que meu pai me levou para vê-los em 1973 em Copenhagen, na impressionante idade de 9 anos, o Deep Purple tem sido a mais contante, contínua e inspiradora presença musical em minha vida. Eles significaram mais para mim do que qualquer outra banda que existiu, e tiveram uma grande influência em moldar quem eu sou. Então obviamente eu estou mais que deprimido, triste e devastado pela notícia de hoje sobre o falecimento do tecladista Jon Lord.


Guided By Voices lança primeiro clipe de novo álbum
Assista aqui ao clipe de "Keep It In Motion", primeiro single do álbum "Class Clown Spots a UFO", o segundo a ser lançado pelo Guided By Voices neste ano de 2012. Retorno mais prolífico, impossível!





Dorsal Atlântica: banda prepara documentário
Após conseguir a verba através da mobilização virtual de seus fãs para gravar um novo álbum de inéditas com a formação clássica da banda, a DORSAL ATLANTICA anuncia que está preparando o documentário "Dorsal - a história da Dorsal Atlântica", que é um produção independente da banda carioca em parceria com cineastas/fãs curitibanos e abordará não só a trajetória da banda mas temas da cena Heavy Metal brasileira nas décadas de oitenta e noventa, além de mostrar as gravações do novo álbum que traz a formação clássica novamente junta após 22 anos.


Fear Factory: apresentação em agosto em São Paulo
A Negri Concerts anuncia mais um show para o início do segundo semestre no calendário de 2012: o Fear Factory volta ao país com a turnê de "The Industrialist" em única apresentação no Carioca Club, em São Paulo, no dia 27 de agosto. Os ingressos já estão à venda no site da Ticket Brasil


Ouça novo EP do Paura, "Integrity Dept."
"Integrity Dept.", novo EP do Paura, está disponível para audição aqui. A versão física sai em agosto pela Definite Choice/ Fuck it All  Records em vinil, com masterização por Alan Douches 


Ouça novo cd do The Gaslight Anthem na íntegra
 "Handwritten", novo disco do The Gasligth Anthem, completo em streaming, via NPR


Fonte: ZP Territoriodamusica Whiplash 

BRASIL - Lojas no Brasil já vendem iPad 'nacional' sem redução no preço




Apesar de ser fabricado no país, tablet é vendido pelo mesmo valor.


Lojas no Brasil já vendem o iPad fabricado no país sem redução no preço, apesar dos incentivos fiscais aprovados pelo governo para a categoria em 2011. Conforme a assessoria de imprensa da Americanas.com, a loja já comercializa o iPad 2 e o novo iPad de fabricação nacional, mas “pratica os preços estabelecidos pelo fornecedor [Apple]”.


O G1 visitou as lojas A2you e Fast Shop, no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, e comprovou que o novo modelo do iPad vendido no local é fabricado no Brasil, conforme a descrição do aparelho na embalagem. Na caixa do tablet está escrito: "criado pela Apple na Califórnia e montado no Brasil". Segundo um vendedor da A2you, o lote de iPad nacionais chegou na última quinta-feira (5). Os preços dos aparelhos, porém, não sofreram redução.


O iPad 2 vendido nas lojas visitadas pelo G1, no entanto, continua sendo importado. A Saraiva, também localizada no Shopping Pátio Paulista, ainda não comercializa o tablet de fabricação nacional e a Fnac prevê a chegada do iPad “brasileiro” em 19 de julho, mas apenas em alguns modelos. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Apple, que disse que a companhia não comenta assuntos relacionados à fabricação de produtos.


Um modo de verificar se o iPad foi feito no Brasil é observar o código do produto na hora de comprá-lo pelo site da Apple ou em uma loja física, como a Fast Shop. Os modelos fabricados no país são identificados pelas letras “BR” ao final desse código (veja imagem ao lado). O modelo importado tem terminação "BZ".


Em maio de 2011, o governo publicou uma medida provisória que incluía os tablets na chamada 'Lei do Bem'. Com a medida de redução de impostos, os produtos ficaram isentos da incidência do PIS/Cofins e seus preços deveriam cair em 36%, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.


Segundo Attila Belavary, analista da consultoria IDC, a Apple decidiu pela fabricação local para suprir a demanda da companhia no país. “Em lançamentos anteriores, os produtos da Apple logo se esgotavam. Agora, com a fabricação local, isso deve facilitar. Mas acredito que não deve haver aquela redução de preço que o governo previa”, opina Belavary.


“Hoje, o ‘custo Brasil’ é muito alto. Aparecem gastos que estão agregados à fabricação do produto em si, como maquinário, transporte em um país de grandeza continental, além da mão de obra no país, que é muito cara”, acrescentou. Porém, Belavary acredita que, no longo prazo, haverá uma redução no preço do iPad.


Procurado pelo G1, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação não se posicionou até o momento.


Fonte: Globo